Procuradoria italiana pede que Justiça rejeite extradição de Zambelli
Este é o 2º processo de extradição de Zambelli que a última instância da Itália analisa, referente à condenação por porte ilegal de arma

A Procuradoria-Geral da Itália pediu à última instância da Justiça daquele país, nesta quarta-feira (1º/7), que rejeite a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli no processo referente à condenação dela no Brasil por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal.
O órgão atendeu a uma tese da defesa, que alega, perante a Corte de Cassação de Roma, que o julgamento do processo no Brasil foi afetado por falta de imparcialidade. A decisão do colegiado deve sair ainda nesta quarta.
Este é o segundo processo que Zambelli enfrenta sobre extradição na Itália. No primeiro, referente à condenação pela invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), a Corte romana decidiu anular o processo, entendendo que o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, não reunia condições de imparcialidade para o julgamento, pois teria sido vítima do crime pelo qual Zambelli foi condenada.
O julgamento desta quarta-feira analisa uma extradição decorrente de condenação que teve o ministro Gilmar Mendes como relator no Brasil. Porém, a procuradoria italiana entendeu que o ministro Alexandre de Moraes também pode ter influenciado o segundo julgamento, acolhendo a tese da defesa de Zambelli.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesNo Brasil, ela foi condenada pelo STF a 10 anos de prisão pela invasão dos sistemas do CNJ, e a 5 anos e 3 meses por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal — no caso em que ela estava armada e perseguiu um homem na rua, durante as eleições de 2022.
Colaborou para a reportagem a jornalista Cinthia Rodrigues.













