Presidente da Colômbia chama megaoperação no Rio de “barbárie”

Gustavo Petro também afirmou que “o mundo da morte está tomando conta da política”. Megaoperação é considerada a mais letal da história

atualizado

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1 de 1 Imagem colorida de Gustavo Petro - Metrópoles - Foto: Sebastian Barros/NurPhoto via Getty Images

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, publicou na rede social X (antigo Twitter), nesta quarta-feira (29/10), um vídeo dos corpos enfileirados após a megaoperação deflagrada nessa terça-feira (28/10) contra o Comando Vermelho (CV) nos Complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro.

Em um trecho da mensagem publicada, o líder colombiano classificou o episódio como “bárbarie”. “Essas lutas contra as gangues não são nada além de barbárie — o mundo da morte está tomando conta da política”, afirma Petro.

A megaoperação já é considerada a ação policial mais letal da história do Rio de Janeiro e do século 21, no Brasil. As forças de segurança do Rio informaram, no começo da tarde desta quarta, que são ao menos 119 mortos.

Veja na íntegra a manifestação de Petro:

 

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Mais de 50 corpos foram localizados em comunidades
Corpos deixados em via do Rio
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Cadáveres foram deixados na Praça São Lucas, na Penha
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Cadáveres foram deixados na Praça São Lucas, na Penha

Foto: Tercio Teixeira/Especial Metrópoles
Mais de 50 corpos foram localizados em comunidades
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Mais de 50 corpos foram localizados em comunidades

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Corpos deixados em via do Rio
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Corpos deixados em via do Rio

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A megaoperação ocorreu em 28 de outubro
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A megaoperação ocorreu em 28 de outubro

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Cadáveres foram recolhidos por moradores
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Cadáveres foram recolhidos por moradores

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Alguns corpos estavam equipados com fardas camufladas
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Alguns corpos estavam equipados com fardas camufladas

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RJ pede mais prazo ao STF para entregar imagens de megaoperação
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RJ pede mais prazo ao STF para entregar imagens de megaoperação

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Megaoperação no Rio deixa mais de 100 mortos
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Megaoperação no Rio deixa mais de 100 mortos

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Em meio à crise, os consulados dos Estados Unidos, México, França e Alemanha emitiram avisos de segurança para cidadãos estrangeiros no Rio de Janeiro.

Em contraponto aos dados do governo do Rio, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) informou que ao menos 132 pessoas morreram, entre elas quatro policiais, dois militares e dois civis.

Segundo o governo do Rio, a ação teve como objetivo desarticular a estrutura do CV, facção que domina territórios na capital fluminense. Até o momento, a Polícia Civil (PCERJ) informa que 113 pessoas foram presas.

O governador Cláudio Castro (PL) afirmou que os quatro agentes de segurança que morreram foram vítimas de “narcoterroristas durante a Operação Contenção”, classificando a ação como um dia histórico no enfrentamento ao crime organizado no estado.

Corpos levados à praça e reforço no policiamento

Na madrugada desta quarta, moradores do Complexo da Penha levaram ao menos 72 corpos para a Praça São Lucas, no interior da comunidade. Segundo relatos, os cadáveres estariam em áreas de mata entre os complexos da Penha e do Alemão, locais de confronto durante a operação.

Testemunhas afirmam que alguns corpos apresentam marcas de tiros, perfurações por faca nas costas e ferimentos nas pernas. Enfileirados no centro da praça, os mortos foram cercados por familiares e amigos que tentavam fazer o reconhecimento diante da ausência de informações oficiais.

Além disso, o governo do Rio anunciou nesta quarta um aumento no efetivo de policiamento nas ruas da cidade. Agentes administrativos da Polícia Militar foram realocados para as ruas, o que representa um aumento de mais de 40% no efetivo policial.

Segundo o governo do Rio, a ação tem atenção especial às principais vias expressas, zonas norte e sudoeste, acessos à Região Metropolitana e modais de transporte público.

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