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Gary Cohn, o diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, renunciou nesta terça-feira (6/3) após menos de 14 meses no cargo, na esteira da decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas sobre as importações de aço e alumínio. Cohn se opunha à ideia.

“Foi uma honra servir meu país e conduzir politicas favoráveis ao crescimento econômico para beneficiar o povo americano, em particular a passagem da histórica reforma tributária”, declarou em comunicado. “Sou grato ao presidente por me dar essa oportunidade e desejo a ele e ao governo grande sucesso no futuro”, concluiu.

Trump elogiou o “trabalho soberbo” de Cohn como conselheiro econômico e disse que ele possuía um “talento raro”. “Eu o agradeço por seu serviço dedicado ao povo americano”, disse o presidente dos Estados Unidos.

O chefe de gabinete da Casa Branca, John Kelly, disse que Cohn “serviu seu país com grande distinção, dedicando suas habilidades e liderança ao crescimento da economia dos EUA e passar uma reforma tributária histórica”.

Cohn era parte de uma ala globalista da Casa Branca que tem recuado recentemente. Peter Navarro, um outro conselheiro que ajudou a construir a política protecionista de Trump na campanha eleitoral, permaneceu na luta sobre as novas tarifas. Cohn lutou internamente para que essa política não fosse aplicada e disse a assessores, na semana passada, que poderia renunciar se o presidente Trump seguisse com os planos.