Conselho de Segurança: “Irã avalia 13 cenários de vingança”

Chefe do órgão, Ali Shamkhani diz que "mesmo a mais fraca das opções" de retaliação à morte de Suleimani poderia ser "pesadelo histórico"

Irna/ Agência de Notícias da República Islâmica

atualizado 07/01/2020 17:01

O chefe do Conselho de Segurança do Irã, Ali Shamkhani, afirmou nesta terça-feira (07/01/2020) que autoridades iranianas consideram 13 cenários possíveis de retaliação à morte do general Qassim Suleimani.

Ele também disse que o país mantém sob vigilância as bases estadunidenses na região e que todas podem ser alvo. Shamkhani alegou que o Irã sabe exatamente o número de pessoal e equipamento mantido em cada uma delas.

Segundo Shamkhani, mesmo a mais fraca das opções teria potencial para criar um “pesadelo histórico” para os Estados Unidos (EUA). “Insistimos que as tropas sejam retiradas. Se elas quiserem ir para as bases, destruiremos ambas.”

“Se as tropas dos EUA não deixarem nossa região voluntariamente e verticalmente, nós faremos algo para carregar os corpos deles horizontalmente”, prosseguiu.

No Iraque

No vizinho Iraque, apesar de o parlamento local ter aprovado uma resolução pedindo que o Executivo retire as tropas estadunidenses da região, os EUA ainda não aceitaram formalmente a medida.

Na segunda-feira (06/01/2020), uma carta atribuída ao general William H. Seely e divulgada por agências de notícias internacionais afirma que os estadunidenses iniciariam a movimentação de retirada. Horas depois, contudo, o secretário de Defesa dos EUA, Mark Esper, negou a autenticidade.

Tumulto em funeral
Suleimani será enterrado nesta terça-feira (07/01/2020), após quatro dias de funeral, na cidade natal dele, Kernan. Por causa da morte de pelo menos 50 pessoas em um tumulto nesta terça durante a procissão, ela foi encerrada mais cedo.

O general foi morto por ordem dos EUA enquanto estava no Iraque. Para justificar o ataque, o presidente Donald Trump e autoridades americanas o acusam de ter matado centenas de cidadãos estadunidenses afirmam que ele estava planejando novos atentados.

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