Tumulto no funeral de Suleimani deixa dezenas de mortos e feridos

O enterro de Suleimani estava marcado para a manhã desta terça-feira em Kerman, cidade natal do militar iraniano

Hamid Vakili/NurPhoto via Getty Images

atualizado 07/01/2020 12:13

Ao menos 50 pessoas morreram e outras 48 ficaram feridas durante tumulto nesta terça-feira (07/01/2020), no funeral do general iraniano Qassim Suleimani, morto sob aval do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, segundo a BBC.

O enterro, que ocorre em Kerman, cidade natal do militar, estava marcado para a manhã desta terça-feira, quatro dias após a morte do militar. Um novo horário será anunciado mais tarde, dizem as autoridades.

Imagens do tumulto circulam nas redes sociais. Veja:

Não está claro o que causou a debandada em Kerman, segundo informações iniciais. Um grande número de pessoas, contudo, estava nas ruas antes do enterro planejado de Suleimani.

Nessa segunda-feira (06/01/2020), uma multidão se reuniu na Universidade de Teerã, onde o líder supremo do país, o aiatolá Ali Khamenei, dedicou orações ao militar considerado herói iraniano, morto em ação dos Estados Unidos no Iraque.

De acordo com a TV estatal do país, a multidão foi formada por iranianos, que se alternavam entre explosões de tristeza e de fúria, com gritos como “Morte à América!” e “Morte a Israel!”. Dentre a multidão, também estava presente o chefe do movimento palestino Hamas, Ismail Haniyeh.

Ao longo da caminhada, foram queimadas bandeiras dos EUA e de Israel, enquanto homens e mulheres pediam vingança pela morte de Suleimani. Um homem foi visto carregando uma placa em que era possível ler a hashtag #SevereRevenge (“Vingança cruel”), slogan que também tem ganhado as redes sociais de iranianos.

Khamenei fez uma breve oração em árabe perante o caixão de Suleimani, do iraquiano Abu Mehdi Al Muhandis (o segundo no comando da coalizão paramilitar e pró-iraniana Hashd Al Shaabi), e de outros quatro cidadãos iranianos mortos no mesmo ataque dos EUA.

Tanto o líder supremo quanto outros dirigentes, como o presidente Hassan Rohani, o presidente do Parlamento Ali Larijani e o general Hosein Salami, saíram rapidamente do local, antes que a multidão tomasse as ruas de Teerã.

(Com informações da Agência Estado)

Últimas notícias