Bolsonaro: “Brasil precisa de armamentos, meios de se defender”

Em Abu Dhabi, presidente disse que espinha dorsal das Forças Armadas foi quebrada "porque somos o grande obstáculo para o socialismo"

UEA/DivulgaçãoUEA/Divulgação

atualizado 26/10/2019 16:40

Enviado especial a Abu Dhabi – Além de tentar vender equipamentos militares para os países árabes, como o novo cargueiro KC-390, da Embraer, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) iniciou o giro na região neste sábado (26/10/2019) com a intenção de ir às compras para modernizar as Forças Armadas brasileiras.

“Armamentos. Basicamente, é isso aí. Meios de se defender. Ninguém quer um Brasil extremamente belicoso, mas devemos ter o mínimo de dissuasão”, disse ele em entrevista após participar de cerimônia militar de homenagem aos mártires dos Emirados Árabes Unidos.

“Todos os países buscam negociação nesse sentido. Por que não nós? Desde o governo Fernando Henrique Cardoso [do PSDB, de 1995 a 2003], a defesa foi deixada no segundo plano. Por quê? Nós [militares] somos um grande obstáculo para o socialismo, nós das Forças Armadas. Por isso interessava quebrar nossa espinha dorsal, nos tornar inoperantes”, discursou o presidente para o grupo de jornalistas brasileiros que o acompanha na viagem oficial.

Na mesma entrevista, Bolsonaro se disse preocupado com a situação na América Latina, onde um número crescente de países vizinhos ao Brasil enfrenta crises políticas e sociais.

Bolsonaro não entrou em detalhes, mas já firmou com autoridades dos Emirados Árabes Unidos memorandos de entendimento na área da Defesa. Um deles trata da formação de um fundo de cooperação para a expansão da capacidade produtiva do setor e o outro de uma parceria estratégica relacionada ao desenvolvimento, produção e comercialização de armamentos.

Negócios das Arábias
A agenda do presidente brasileiro neste domingo (27/10/2019) será intensa em Abu Dhabi. Ele inicia o dia participando de um seminário com empresários locais e brasileiros e depois se reúne com o príncipe herdeiro da monarquia árabe, o xeque Mohamed bin Zayed Al Nahyan, com quem deve almoçar.

Ainda no palácio de governo, o presidente brasileiro deve assistir a uma apresentação de jiu jitsu com atletas brasileiros. Nos Emirados Árabes a luta faz muito sucesso e o interesse atraiu mais de mil instrutores brasileiros nos últimos anos.

Por fim, Bolsonaro visitará um dos grandes pontos turísticos da cidade, acompanhado de autoridades locais, a Grande Mesquita do Xeque Zayed. (Com informações da Agência Estado)

Últimas notícias