Paulo Figueiredo diz que Lula está “cavando” confusão com os EUA
Figueiredo foi um dos entrevistados do programa Contexto Metrópoles desta segunda-feira (20/4)
atualizado
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O jornalista e influenciador Paulo Figueiredo, um dos aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), avalia que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está “cavando” confusão com o governo dos Estados Unidos em uma tentativa de “salvar” sua campanha eleitoral que, na avaliação dele, está “naufragando”.
A declaração foi feita nesta segunda-feira (20/4), durante entrevista ao Contexto Metrópoles. O influenciador bolsonarista afirmou que o governo do presidente Lula está se escorando na hipótese de que o anúncio das tarifas pelo presidente Donald Trump melhoraram sua avaliação, para provocar o governo dos Estados Unidos durante a campanha eleitoral.
“A percepção do Sidônio [Palmeira, ministro das Secretaria de Comunicação] e do Lula, é de que as tarifas ajudaram o Lula a se recuperar [nas pesquisas de opinião]. Desde então há uma série, quase que semanalmente, de declarações do Lula provocando o presidente dos Estados Unidos”, declarou Figueiredo ao Metrópoles.
Ainda na avaliação de Paulo Figueiredo, o atual mandatário entrou em um “modo pânico” desde as últimas pesquisas de opinião que mostram o crescimento de Flávio Bolsonaro (PL) nas intenções de voto para a presidência da República. Figueiredo afirmou ainda que Lula tem minado a relação do Brasil com os EUA, o que pode estar adiando o encontro entre os dois líderes.
“Não tem data para o encontro entre Lula e Trump, e quando eu pergunto dentro do Departamento de Estado, não há previsão. Não estou dizendo que não vai acontecer, só estou dizendo que não está marcado”, disse. Por outro lado, o influenciador pontua que os ataques constantes de Lula ao líder republicano podem prejudicar ainda o ministro Alexandre de Moraes.
“O governo Lula está cavando uma resposta do Trump porque a expectativa é que eles respondam com tarifas. Eu, na minha opinião, por tudo que eu vejo dentro do governo americano, as chances de imposição e tarifas, hoje, ao Brasil, é perto de zero. O que eu acho mais provável é que Lula plante tarifas mas vá acabar colhendo uma magnisitky ao Alexandre de Moraes sendo restabelecidas”, disse.
O tema chegou a ser abordado por Lula nos últimos dias. Em entrevista, o mandatário foi questionado sobre o receio de uma possível intervenção dos Estados Unidos nas eleições de outubro, e declarou que tal iniciativa “não lhe tira o sono” e que poderia, inclusive”, ajudá-lo em uma possível reeleição.
“Receio eu não tenho. Eu acho que ele me ajudaria muito se ele fizesse isso. Agora mesmo o vice [presidente, JD Vance] dele foi na Hungria fazer campanha para o [Viktor] Orbán (…) Eu não tenho receio, sinceramente. Isso não me tira o sono”, afirmou.
O vice-presidente do EUA acompanhou as eleições na Hungria no último final de semana. O então primeiro-ministro do país, Victor Orbán, recebeu acenos do presidente Donald Trump, com quem tinha uma relação próxima. O resultado do pleito, contudo, colocou fim aos 16 anos da presidência de Orbán, acusado de implementar um modelo autocrático na Hungria.

