Papa Francisco pede que continente americano tenha esperança

As palavras foram ditas durante sua tradicional bênção "Urbi et orbi" na Praça São Pedro

atualizado 25/12/2019 10:48

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Após a mensagem aos fiéis na Missa do Galo, o papa Francisco pediu, nesta quarta-feira (25/12/2019), “esperança para todo o continente americano, onde várias nações estão passando por um período de agitação social e política”. As palavras foram ditas durante sua tradicional bênção “Urbi et orbi” na Praça São Pedro.

O pontífice pediu ainda que “o pequeno Menino de Belém anime o amado povo venezuelano”. Francisco também elogiou “os esforços” daqueles que lutam para alcançar a justiça e a reconciliação no continente.

Na tradicional Missa do Galo, celebrada na véspera de Natal, o papa Francisco defendeu o amor “incondicional” e “livre” para com o próximo, mesmo diante dos piores comportamentos, como condição essencial para mudar o mundo e alcançar a paz. “O Natal nos lembra que Deus continua a amar todos os homens, até mesmo o pior”, destacou.

O religioso rezou diante dos milhares de fiéis reunidos na Basílica de São Pedro para a Missa do Galo, em comemoração ao nascimento de Jesus. “O amor dele é incondicional”, mesmo que “você tenha ideias erradas ou tenha feito as suas próprias”. “Mesmo em nossos pecados, ele continua a nos amar. Seu amor não muda, ele não é exigente; ele é fiel, ele é paciente”, insistiu.

A missa da noite de Natal comemora o nascimento de Jesus em Belém, de acordo com a tradição cristã. Embora nenhum texto do Novo Testamento indique o dia e a hora do nascimento, sua comemoração em 25 de dezembro foi escolhida no século 4, o que permitiu que a circuncisão de Jesus coincidisse com 01 de janeiro.

Do Vaticano, Francisco também pediu aos católicos que seguissem seu exemplo e não se esquecessem do sentimento de “gratidão” e de “saber agradecer”, pois essa “é a melhor maneira de mudar o mundo”.

Ao todo, o papa fez sete viagens este ano para 11 países diferentes, onde reafirmou sua disposição em se aproximar de cristãos esquecidos por todos os continentes. O líder máximo da Igreja Católica também enfrentou desafios internos significativos. Entre eles, os escândalos de abuso sexual cometidos por padres, que o levaram a eliminar o segredo papal para esses casos, decisão considerada histórica.

O pontífice, também mais sensível aos problemas ecológicos depois de publicar em 2015 a encíclica Laudato Sí, mobilizou católicos em 2019 para aumentar a conscientização sobre os grandes males durante o Sínodo da Amazônia, que tratou sobre as consequências das mudanças climáticas.

Com informações da Agência Estado

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