Arcebispo do DF pede paz em missa de Nossa Senhora Aparecida

Dom Sérgio da Rocha não adotou um tom político como o papa Francisco e o arcebispo de Aparecida, dom Orlando

Igo Estrela/MetrópolesIgo Estrela/Metrópoles

atualizado 12/10/2019 20:21

Católicos de todas as regiões do Distrito Federal se reuniram, neste sábado (12/10/2019), para celebrar o Dia de Nossa Senhora Aparecida, a padroeira do Brasil e da arquidiocese local. A cerimônia foi comandada por dom Sérgio da Rocha, arcebispo de Brasília e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Em seguida os fieis fizeram uma procissão que deu a volta na Esplanada. Segundo a organização, 50 mil pessoas participaram do ato inclusive o vice-governador do DF Paco Britto (Avante) e o senador Izalci (PSDB).

Durante a homilia, o arcebispo mencionou o Sínodo da Amazônia, que ocorre no Vaticano, e a canonização de Irmã Dulce dos Pobres, que acontece neste domingo (13/10/2019). Mas não adotou um tom político como o papa Francisco e o arcebispo de Aparecida, dom Orlando Brandes. “Muitas vezes não se divulga o que está bem na Igreja. Fala-se apenas do que não está bom. Ame a nossa igreja. Cuide dela para que siga em sua missão. Ela é nossa casa”, disse dom Sérgio.

Segundo a tradição Católica, na segunda quinzena de 1717, pescadores encontraram a imagem de Nossa Senhora da Conceição no Rio Paraíba do Sul. Primeiro o corpo da imagem, depois a cabeça. Em seguida, conseguiram uma grande quantidade de peixes, mesmo estando fora da temporada de pesca na região.

A imagem de Nossa Senhora Aparecida que está na Catedral de Brasília foi trazida para cidade em 1957 ainda durante a construção da capital. “O Distrito Federal tem mãe e ela cuida de nós. A melhor homenagem que podemos oferecer é o fim da violência, o amor e a paz. Basta de violência, de ódio. Diga sim ao perdão, a reconciliação e da paz. Isso exige esforço sincero”, aconselhou dom Sérgio.

 

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Camily e Tatiane Carvalho, moradoras da Asa Norte, foram juntas assistir à missa

Moradora da Asa Norte, a recepcionista Tatiane Carvalho, 32 anos, disse acompanhar a celebração desde sua infância. “É uma alegria celebrar com Nossa Senhora. Ela é a nossa rainha”, disse. Com apenas 9 anos, Camily Carvalho, filha de Tatiane, descreve com simplicidade o sentimento de participar. “Sinto alegria. Ela é mãe, rainha maravilhosa. Saio sempre com muita alegria”, expressou Camily.

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