Pai de argentina ré por injúria racial no RJ vira alvo de investigação

Pai da advogada argentina Agostina Páez, o empresário Mariano Páez foi filmado imitando macaco em bar na Argentina

atualizado

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mariano páez
1 de 1 mariano páez - Foto: Reprodução/Redes Sociais

O Ministério Público de Santiago del Estero abriu, neste domingo (5/4), uma investigação contra o empresário Mariano Páez, pai da advogada argentina Agostina Páez – ré por injúria racial no Brasil – após a divulgação de um vídeo em que ele aparece fazendo gestos semelhantes aos de um macaco dentro de um bar.

O inquérito foi instaurado pela procuradora Victoria Ledesma depois que as imagens passaram a circular e ganhar repercussão na internet. A gravação foi feita por testemunhas em um estabelecimento localizado na região central da cidade, no norte da Argentina.

Nas imagens, o empresário faz gestos semelhantes ao que a filha fez no Rio de Janeiro, no episódio que gerou o processo por injúria racial contra funcionários de um bar.

Assista:

O episódio ocorreu dias após Agostina retornar à Argentina. Ela havia sido presa no Rio de Janeiro por injúria racial e foi liberada após pagamento de fiança, podendo responder ao processo fora do Brasil.

No vídeo, Mariano Páez afirma que foi responsável pelo pagamento da fiança, no valor de R$ 97 mil, que permitiu o retorno da filha ao país. Durante a gravação, ele também faz declarações sobre sua condição financeira e atividades.

“Asco do Estado. Eu não vivo de política. Sou empresário, milionário e agiota. E narco (sic)”, diz o empresário no vídeo.

De acordo com o órgão, a apuração busca verificar se houve prática de crime, com base no conteúdo do vídeo que passou a circular publicamente.

Pai de argentina alega que vídeo foi feito por IA

Em entrevista ao programa LN+, o empresário afirmou que o vídeo pode ter sido manipulado com uso de inteligência artificial e disse ter sido alvo de tentativa de extorsão para impedir a divulgação do material.

Apesar disso, confirmou que esteve no bar e reconheceu pessoas que aparecem nas imagens. Ele negou envolvimento com atividades ilegais, como dito no vídeo.

Após a repercussão do caso, Agostina Páez se manifestou nas redes sociais. A advogada afirmou não ter relação com o episódio e disse repudiar as imagens. Segundo ela, não pode ser responsabilizada pelas atitudes do pai.

“Reconheci meus erros, pedi desculpas e enfrentei as consequências. Mas só posso responder pelos meus próprios atos. Hoje estou focada em me reconstruir”, escreveu. Em outra publicação, ela afirmou que a situação tem sido difícil e lamentou a continuidade da exposição.
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Agostina Paez, turista argentina acusada de injúria racial contra funcionário de bar em Ipanema RJ
Agostina Páez, argentina acusada de injúria racial no RJ
Mídia argentina repercute caso Aogostina Páz
Argentina ré por racismo admite crime e se desculpa pela 1ª vez
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Argentina ré por racismo admite crime e se desculpa pela 1ª vez

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Agostina Paez, turista argentina acusada de injúria racial contra funcionário de bar em Ipanema RJ
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Agostina Paez, turista argentina acusada de injúria racial contra funcionário de bar em Ipanema RJ

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Agostina Páez, argentina acusada de injúria racial no RJ

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Mídia argentina repercute caso Aogostina Páz
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Mídia argentina repercute caso Aogostina Páz

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Relembre o caso

Em 14 de janeiro, em um bar localizado na Zonal Sul do Rio de Janeiro, Agostina Páez foi filmada fazendo gestos racistas contra funcionários do estabelecimento. Segundo a Polícia Civil, a turista teve uma discussão com o gerente do local por causa de um erro no pagamento da conta.

 

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Após a repercussão das imagens, a Justiça determinou que o passaporte da suspeita fosse apreendido e passou a usar tornozeleira eletrônica.

Ela foi denunciada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro pelo crime de racismo e a denúncia foi aceita pela Justiça, que decretou a prisão preventiva de Agostina em 5 de fevereiro, revogada dias depois.

Um mês depois do episódio, Agostina Páez publicou um vídeo nas redes sociais pedindo desculpas pelos atos.

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