Ré por injúria racial, argentina deixará o Brasil após pagar R$ 97 mil
A Justiça do Rio estipulou o pagamento de um caução de R$ 97 mil para a argentina Agostina Paéz deixar o Brasil
atualizado
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O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) revogou todas as medidas cautelares que estavam impostas à argentina Agostina Paéz, ré por injúria racial. Com a decisão dessa segunda-feira (30/3), a advogada poderá deixar o Brasil rumo a Argentina após pagar um um caução de R$ 97 mil, o equivalente a 60 salários mínimos.
Ao Metrópoles, a defesa da argentina confirmou que a ré já realizou o pagamento do montante. A advogada está esperando o ofício do juiz para levantar as restrições que estão pela Polícia Federal (PF).
A quantia servirá como garantia de pagamento de eventual multa e de reparação de danos aos três funcionários de um bar localizado em Ipanema, na zona sul do Rio, vítimas de injúria racial praticada pela argentina.
O desembargador Luciano Silva Barreto colocou a obrigatoriedade de Agostina manter endereço e contato de telefone junto à Justiça brasileira.
O valor a ser pago pela argentina é a metade do que a Promotoria do Rio de Janeiro havia proposto no julgamento da influencer. Em audiência no último dia 24 de março, o Ministério Público pediu que a argentina pagasse 10 anos de salário mínimo, equivalente a cerca de R$ 194 mil, aos três funcionários do bar vítimas dos gestos.
Para deixar o país, Agostina teria que pagar metade do valor.
A argentina, de 29 anos, é acusada de fazer gestos racistas, que imitavam macacos, e xingar um funcionário de um bar localizado em Ipanema, na zona sul do Rio. O caso ocorreu em 14 de janeiro.
Mesmo na Argentina, o processo contra Agostina segue tramitando no Brasil. O processo segue para a fase de alegações finais da assistência de acusação e da defesa técnica, antes da sentença de mérito.
A argentina foi indiciada pela 11ª Delegacia de Polícia e chegou a ser presa em 6 de fevereiro, após a 37ª Vara Criminal aceitar denúncia do MPRJ. Agostina, contudo, foi solta na mesma noite. Desde então, ela permanece no Brasil e é monitorada por tornozeleira eletrônica.












