Argentina ré por injúria racial no Rio: “Muito arrependida. Eu errei”

Advogada argentina é acusada de fazer gestos racistas e chamar funcionário de um bar no Rio de Janeiro de “macaco”

atualizado

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O julgamento da argentina Agostina Páez começou, nessa terça-feira (24/3), em audiência de instrução realizada na 37ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio. Na sessão, a Promotoria do Rio de Janeiro propôs que a acusada de racismo pague 10 anos de salário mínimo, o equivalente a R$ 194.520, aos três funcionários do bar vítimas dos gestos.

Nesta quarta (25), Agostina Páez disse estar muito arrependida e assumiu que errou. “Estou muito arrependida. Eu errei. Cometi um erro muito grave. Nunca tive a intenção de ofender nem de discriminar”, ressaltou.

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Agostina Páez
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Agostina Páez, argentina acusada de injúria racial no RJ
Agostina Paez, turista argentina acusada de injúria racial contra funcionário de bar em Ipanema RJ
Argentina ré por racismo admite crime e se desculpa pela 1ª vez
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A argentina, de 29 anos, é acusada de fazer gestos racistas, que imitavam macacos, e xingar um funcionário de um bar localizado em Ipanema, na zona sul do Rio. O caso ocorreu em 14 de janeiro.

Em entrevista coletiva, a defesa da argentina informou que o julgamento não foi encerrado. No entanto, a advogada Carla Junqueira detalhou que a Promotoria concordou com o pedido de revogação das medidas cautelares, como uso de de tornozeleira eletrônica e a proibição de deixar o Brasil.

Para deixar o Brasil, a argentina precisa depositar metade do que foi proposto pelo Ministério Público, ou seja, R$ 97.620. O valor será dividido entre os três funcionários.

“Obviamente, tenho de seguir aqui com os cuidados e me protegendo, mas com a decisão de poder voltar já me deixa muito mais tranquila”, afirmou Agostina.

De acordo com o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), a advogada se referiu a um dos funcionários do estabelecimento como “negro”, de maneira pejorativa. Ela ainda teria chamado o homem de “mono”, cuja tradução para o espanhol é “macaco”.

A argentina foi indiciada pela 11ª Delegacia de Polícia e chegou a ser presa em 6 de fevereiro, após a 37ª Vara Criminal aceitar denúncia do MPRJ. Agostina, contudo, foi solta na mesma noite. Desde então, ela permanece no Brasil e é monitorada por tornozeleira eletrônica.

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