Mídia argentina repercute gesto de pai de ré por injúria racial no Rio
Agostina Páez é ré em um processo no TJRJ por injúria racial contra três funcionário de um bar em Copacana, no Rio de Janeiro
atualizado
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O caso da advogada Agostina Páez— ré por injúria racial no Brasil— tomou as manchetes dos principais jornais argentinos neste sábado (4/4). A polêmica envolvendo a influencer aumentou na madrugada da última sexta-feira (3/4), quando o pai dela, Mariano Páez, foi gravado fazendo os mesmos gestos que levaram a filha a ser presa no Rio de Janeiro. Assista:
Segundo informações do jornal El Clarín, o empresário foi gravado imitando um macaco em um bar na cidade de Santiago del Estero, cidade natal de Agostina. Destacando o fato na manchete deste sábado, o El Clarín destacou que a frase: “provocação de um pai que não aprendeu com os erros (da filha)”.
Outro veículo de grande importância na Argentina, o diário La Nación definiu o caso de pai e filha como um “escândalo sem fim”. O gesto supostamente racista de Mariano também foi destaque na capa do jornal.
Em publicação nas redes sociais, Agostina se manifestou sobre o gesto do pai. A influencer destacou que não tem a ver com o fato é que não pode ser responsabilizada pelos atos do pai.
“Eu assumo o que é meu. Reconheci meus erros, pedi desculpa e enfrentei as consequências, mas só posso responder pelas minhas próprias ações”, disse a argentina.
Também pelas redes sociais, Stefany Gysel Budan, namorada de Mariano, esclareceu que o fato aconteceu após uma discussão do parceiro com um homem. Budan detalha ainda que o namorado estava sob efeito de álcool e que não pode responder por suas ações enquanto estava “claramente fora de si”.
Agostina Paéz deixou o Brasil na última quarta-feira (1/4), após pagar uma caução de R$ 97 mil, o equivalente a 60 salários mínimos.
Na segunda-feira (30/3), o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) revogou todas as medidas cautelares impostas a Agostina, que já se encontra em seu país de origem.
A quantia paga pela argentina servirá como garantia de pagamento de eventual multa e de reparação de danos aos três funcionários de um bar localizado em Ipanema, na zona sul do Rio, vítimas de injúria racial praticada pela argentina.
O desembargador Luciano Silva Barreto colocou a obrigatoriedade de Agostina manter endereço e contato de telefone atualizado junto à Justiça brasileira.
