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ONU sobre força de Israel no maior hospital de Gaza: "Horrorizada"

Depois da OMS e da Cruz Vermelha, foi a vez de a Organização das Nações Unidas (ONU) se pronunciar sobre invasão de Israel a hospital

Letícia Cotta15/11/2023 13:35, atualizado 15/11/2023 13:52
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Palestinian Prime Ministry/Anadolu via Getty Images
Imagem colorida mostra bebês prematuros em tratamento na UTI outro departamento do Hospital Al-Shifa, em Gaza ONU - Metrópoles

A Organização das Nações Unidas (ONU) está “horrorizada” com a operação militar de Israel no Hospital Al-Shifa, na Faixa de Gaza. A afirmação veio do subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários (OCHA, do inglês), Martin Griffiths, nesta quarta-feira (15/11).

“Estou horrorizado com as informações sobre operações militares no hospital Al-Shifa de Gaza. A proteção dos recém-nascidos, pacientes, profissionais da saúde e de todos os civis deve ter precedência sobre todas as outras questões”, escreveu Griffiths.

Confira o post:

A publicação se deu por meio da rede social X, antes chamada de Twitter. Griffiths ainda afirmou que “hospitais não são campos de batalha”.

Algumas horas depois da publicação, Griffiths continuou: “Não pode ser permitido que a carnificina em Gaza continue. Nós continuamos vendo cenas de horror todos os dias. Ambos precisam concordar com um cessar-fogo humanitário e parar com as lutas”, assinalou.

ONU sobre força de Israel no maior hospital de Gaza: “Horrorizada” - destaque galeria
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Operação de Israel em território da Faixa de Gaza
Cena no Hospital Al-Shifa, o maior de Gaza
OMS alerta para surto de pólio em Gaza
Corpos de palestinos são vistos em frente ao Hospital Al-Shifa, na cidade de Gaza
Recém-nascidos são removidos do Hospital Al-Shifa, ocupado por forças israelenses
Forças israelenses ocuparam a Cidade de Gaza
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Forças israelenses ocuparam a Cidade de Gaza

Christopher Furlong/Getty Images
Operação de Israel em território da Faixa de Gaza
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Operação de Israel em território da Faixa de Gaza

Cena no Hospital Al-Shifa, o maior de Gaza
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Cena no Hospital Al-Shifa, o maior de Gaza

Ali Jadallah/Anadolu via Getty Images
OMS alerta para surto de pólio em Gaza
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OMS alerta para surto de pólio em Gaza

Doaa Albaz/Anadolu via Getty Images
Corpos de palestinos são vistos em frente ao Hospital Al-Shifa, na cidade de Gaza
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Corpos de palestinos são vistos em frente ao Hospital Al-Shifa, na cidade de Gaza

Al-Shifa Hospital/Anadolu via Getty Images
Recém-nascidos são removidos do Hospital Al-Shifa, ocupado por forças israelenses
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Recém-nascidos são removidos do Hospital Al-Shifa, ocupado por forças israelenses

Palestinian Prime Ministry/Anadolu via Getty Images

Além da ONU

Mais cedo, o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, confirmou que a instituição perdeu, de novo, contato com a equipe que se encontra no hospital Al-Shifa, na Faixa de Gaza, que tem sido alvo de uma operação das forças de Israel desde a terça-feira (14/11).

A ofensiva de Israel no local ainda teria sido condenada também pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha. Por meio de comunicado, a entidade afirmou que todos estão “extremamente preocupados com o impacto para os pacientes e feridos, profissionais da saúde e civis”.

Algumas horas depois de o Exército de Israel confirmar operação no maior hospital da Faixa de Gaza, o Al-Shifa, as Forças de Defesa do país (IDF) afirmaram ter abatido cinco membros do grupo Hamas em confrontos no local.

Entenda a operação

No domingo (12/11), a Organização Mundial de Saúde (OMS) já havia emitido comunicado afirmando que tinha perdido comunicação com o Al-Shifa.

As Forças de Defesa de Israel confirmaram uma operação “precisa e direcionada” no interior do Al-Shifa, na noite da terça-feira (14/11). Entre as tropas estariam médicos e falantes de árabe. As tropas acrescentaram que, na segunda-feira (13/11), determinaram que todas as atividades militares do Hamas fossem cessadas na unidade, o que não teria sido cumprido.

O Hamas e funcionários das autoridades de saúde na Faixa de Gaza negaram que o grupo extremista estaria lá. Mas as FDI garantem que há indícios, como os encontrados no Hospital Rantisi, no início desta semana. Por outro lado, Israel anunciou ter entregado equipamentos e suprimentos médicos essenciais, como incubadoras para bebês e comida.