ONU diz estar “horrorizada” com letalidade da megaoperação no Rio

Megaoperação na cidade do Rio de Janeiro, ocorrida nesta terça (28/10), gerou ao menos 64 mortes e é a mais letal da história do estado

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

RS/Fotos Públicas
Megaoperação no Rio de Janeiro
1 de 1 Megaoperação no Rio de Janeiro - Foto: RS/Fotos Públicas

A Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou nesta terça-feira (28/10) estar “horrorizada” com a megaoperação policial realizada nas comunidades da Penha e do Alemão, na zona norte do Rio de Janeiro. A ação, deflagrada para combater a facção criminosa Comando Vermelho, deixou ao menos 64 mortos, entre eles quatro policiais, e já é considerada a operação mais letal da história do estado.

“Estamos horrorizados com a operação policial em andamento nas favelas do Rio de Janeiro, que supostamente já resultou na morte de mais de 60 pessoas, incluindo 4 policiais. Esta operação mortal reforça a tendência de consequências letais extremas das operações policiais nas comunidades marginalizadas do Brasil”, declarou o Escritório de Direitos Humanos da ONU no X (antigo Twitter).

A organização pediu que as autoridades brasileiras realizem “investigações rápidas e eficazes”, e lembrou o país de suas “obrigações sob o direito internacional dos direitos humanos”.

Megaoperação

A ofensiva, que mobilizou 2,5 mil agentes de segurança, foi deflagrada com o objetivo de cumprir 51 mandados de prisão contra integrantes do Comando Vermelho. O foco da ação era conter o avanço territorial da facção e prender lideranças do tráfico de drogas.

Durante o confronto, criminosos reagiram com barricadas, drones, bombas e tiros. Segundo as forças de segurança, 81 pessoas foram presas e ao menos 75 fuzis apreendidos. O arsenal encontrado reforçou a dimensão do poder de fogo da facção nas áreas ocupadas.

ONU diz estar “horrorizada” com letalidade da megaoperação no Rio - destaque galeria
6 imagens
Megaoperação no Rio de Janeiro
Megaoperação no Rio de Janeiro
Policiais durante megaoperação no Rio de Janeiro
Megaoperação no Rio de Janeiro
Megaoperação no Rio de Janeiro
Cerca de 2.500 agentes das policias civil e militar participaram da ação
1 de 6

Cerca de 2.500 agentes das policias civil e militar participaram da ação

GBERTO RAS/Agencia Enquadrar/Agencia O Globo
Megaoperação no Rio de Janeiro
2 de 6

Megaoperação no Rio de Janeiro

RS/Fotos Públicas
Megaoperação no Rio de Janeiro
3 de 6

Megaoperação no Rio de Janeiro

Fabiano Rocha / Agência O Globo
Policiais durante megaoperação no Rio de Janeiro
4 de 6

Policiais durante megaoperação no Rio de Janeiro

Fernando Frazão/Agência Brasil
Megaoperação no Rio de Janeiro
5 de 6

Megaoperação no Rio de Janeiro

Fabiano Rocha / Agência O Globo
Megaoperação no Rio de Janeiro
6 de 6

Megaoperação no Rio de Janeiro

Reprodução / Redes sociais

Quatro agentes foram mortos: os policiais civis Marcos Vinicius Cardoso Carvalho, 51 anos, conhecido como Máskara, chefe da 53ª Delegacia de Mesquita, e Rodrigo Velloso Cabral, 34, da 39ª DP (Pavuna); além dos policiais militares Cleiton Serafim Gonçalves e Herbert, ambos do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais).

A ação contou com apoio do Ministério Público do Rio (MPRJ), por meio da Coordenadoria de Segurança e Inteligência (CSI), da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e do Bope. O Gaeco denunciou 67 pessoas por associação para o tráfico, além de três por tortura.

Segundo o MPRJ, o Complexo da Penha, por sua localização próxima a vias expressas, tornou-se uma das principais bases do projeto de expansão do Comando Vermelho. O grupo atua em comunidades estratégicas, inclusive na zona oeste, como Gardênia Azul, César Maia e Juramento, algumas recentemente disputadas por milicianos.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?