Cláudio Castro pede a transferência de 10 líderes do crime organizado. Veja vídeo
Governador do Rio pediu ao governo federal vagas em presídios de segurança máxima para criminosos que exercem influência de dentro da prisão
atualizado
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O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), afirmou nesta terça-feira (28/10) que tomou uma “decisão importante” para reforçar a segurança pública no estado, após a maior operação policial da história do Rio, que deixou ao menos 64 mortos e resultou na prisão de 81 pessoas.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Castro disse ter solicitado ao governo federal a transferência imediata de 10 lideranças do crime organizado que, segundo relatórios da Polícia Civil e da Secretaria de Administração Penitenciária, continuavam a comandar ações criminosas de dentro das cadeias estaduais.
“Eu recebi agora das polícias civil e penal um relatório das 10 maiores lideranças que estão de dentro das nossas cadeias, ajudando a provocar todo esse terror. Eu tomei a decisão, acreditando que política de segurança pública se faz com diálogo e integração, de pedir ao governo federal 10 vagas para transferência imediata desses criminosos de maior periculosidade. Vamos tirar esses criminosos e devolver a paz para o Rio de Janeiro”, afirmou o governador.
A declaração ocorreu após uma reação violenta de traficantes, que lançaram bombas e drones contra policiais durante a megaoperação nos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte da capital. A ofensiva mobilizou 2,5 mil agentes das polícias Civil e Militar, com apoio do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).
Sigo acompanhando de perto esse dia histórico no combate à criminalidade no Rio de Janeiro.
Acabo de tomar uma decisão importante para o nosso estado, que vai nos ajudar a definir os próximos passos nessa luta. pic.twitter.com/seFOP9JmIu
— Cláudio Castro (@claudiocastroRJ) October 28, 2025
Ação mais letal do Rio
A operação resultou em 75 fuzis apreendidos, além de grande quantidade de munições e artefatos explosivos. Entre os 64 mortos, estão quatro policiais, sendo dois civis e dois militares.
O policial civil Marcos Vinicius Cardoso Carvalho, de 51 anos, conhecido como Máskara, e o inspetor Rodrigo Velloso Cabral, de 34, foram mortos em confronto. Os policiais militares Cleiton Serafim Gonçalves e Herbert, ambos do Bope, também não resistiram.
O objetivo da ação era cumprir 51 mandados de prisão contra integrantes do Comando Vermelho e conter o avanço territorial da facção. Segundo o Ministério Público, o grupo criminoso tem se expandido para comunidades estratégicas, próximas a vias expressas e com fácil escoamento de drogas e armas.
Durante entrevista coletiva no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), Castro afirmou que não solicitou apoio federal para a operação, alegando que o estado teve três pedidos negados para o uso de blindados das Forças Armadas.
“Tivemos pedidos negados três vezes. Para emprestar o blindado, tinha que ter GLO (Garantia da Lei e da Ordem), e o presidente é contra a GLO. Cada dia é uma razão para não colaborar”, declarou.
O Gaeco (Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado) do MPRJ denunciou 67 pessoas por associação para o tráfico, e três delas também por tortura. A denúncia foi aceita pela 42ª Vara Criminal da Capital, que expediu os mandados de prisão.
De acordo com o MPRJ, a facção Comando Vermelho mantém uma estrutura hierárquica nas comunidades, com funções bem definidas entre os integrantes. Os líderes, entre eles Doca, Pedro Bala, Gadernal e Grandão, são responsáveis por determinar o comércio de drogas, escalas de vigilância e até execuções internas.














