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Novo presidente do Paraguai promete ressarcir vítimas de crise bancária

Pedro Alliana assumiu após impeachment de Santiago Peña, em meio a escândalo envolvendo banco digital

06/11/2026 22:38
Nathalia Aguilar/Anadolu via Getty Images
Imagem colorida de novo presidente do Paraguai Pedro Alliana - Metrópoles

O novo presidente do Paraguai, Pedro Alliana, prometeu, nesta sexta-feira (6/11), compensar integralmente os clientes prejudicados pela crise do Ueno Bank e determinou a adoção de medidas imediatas para ressarcir os correntistas.

“Os compatriotas que hoje atravessam um momento difícil em consequência do descalabro financeiro serão compensados plenamente. Não vamos deixá-los sozinhos”, afirmou Alliana no primeiro discurso após assumir o comando do país. A declaração ocorre em meio à turbulência política provocada pelo colapso da instituição financeira.

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O presidente também prometeu rapidez na resposta do governo e defendeu prioridade aos clientes com menos recursos. “Ordeno que se tomem ações imediatas para ressarcir os poupadores, com preferência pelos menos favorecidos. Não quero nenhum indeciso encarregado desta missão. Quero resultados”, disse.

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Pedro Alliana assumiu após impeachment de Santiago Peña
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Novo presidente do Paraguai, Pedro Alliana

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Pedro Alliana assumiu após impeachment de Santiago Peña
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Pedro Alliana assumiu após impeachment de Santiago Peña

Reprodução/X

Pedro Alliana assumiu o comando do Paraguai após o impeachment de Santiago Peña, aprovado pelo Senado nesta sexta-feira (6/11). Horas depois da destituição, Peña foi detido em casa, por ordem da Procuradoria, e colocado em prisão domiciliar, sob suspeita de envolvimento em irregularidades relacionadas ao Ueno Bank.

O ex-presidente integrou o grupo de acionistas da instituição financeira até março de 2025. Alliana deverá permanecer no cargo até agosto de 2028, quando termina o mandato.

Crise bancária

O Ueno Bank foi colocado sob intervenção do Banco Central do Paraguai em 3 de novembro, após a autoridade monetária identificar que o índice de solvência da instituição havia caído para menos da metade do mínimo exigido por lei. A deterioração ocorreu após ajustes nas demonstrações financeiras durante um processo de regularização.

A instituição, que operava como banco digital, tinha aproximadamente 3 milhões de clientes em um país com cerca de 7 milhões de habitantes. A intervenção deixou correntistas sem acesso imediato a contas e depósitos, provocando manifestações em Assunção e em outras localidades.

O Banco Central iniciou a devolução de valores por meio do Fundo de Garantia de Depósitos. A primeira etapa contempla clientes com até 10 milhões de guaranis depositados, sem dívidas com o banco e que tenham contas em outras instituições financeiras. A legislação prevê cobertura de até 228,3 milhões de guaranis por depositante e instituição.

Impeachment de Santiago Peña

A crise financeira também atingiu o governo de Santiago Peña, que renunciou nessa quinta-feira (5/11), enquanto o Congresso avançava com o processo de impeachment. nesta sexta (6/11), o Senado aprovou a destituição do então presidente.

Peña foi acusado por parlamentares de conflito de interesses e de interferência na fiscalização do banco. O ex-presidente havia sido acionista do Grupo Vázquez, controlador do Ueno Bank, até março de 2025.

Também houve questionamentos sobre a concentração de recursos públicos e previdenciários na instituição. Peña negou irregularidades e afirmou que o caso deveria ser tratado pelas autoridades judiciais.

Além do processo político, o colapso do Ueno Bank motivou investigações criminais. Oito executivos ligados à instituição foram detidos, enquanto autoridades apuram suspeitas de irregularidades financeiras e responsabilidades pela situação do banco.

O Banco Central afirmou que o procedimento de resolução busca proteger os depositantes e preservar a estabilidade do sistema financeiro. A autoridade monetária também ressaltou que o episódio é específico da instituição e não representa uma crise generalizada no sistema bancário paraguaio.