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Mundo

Peña publica "despedida" e diz que renunciou para evitar danos ao Paraguai

Em publicação nas redes sociais, ex-presidente do Paraguai afirmou que não queria ser motivo de divisão ou instabilidade no país

06/11/2026 19:18, atualizado 06/11/2026 19:51
Reprodução/X
Santiago Peña presidente do Paraguai

O ex-presidente do Paraguai, Santiago Peña, publicou nesta sexta-feira (6/11) uma mensagem de “despedida” nas redes sociais e afirmou que decidiu renunciar ao cargo a fim de evitar novos danos ao país. Segundo ele, sua permanência na Presidência poderia contribuir para aumentar a divisão e a instabilidade política.

A postagem foi feita antes do final da sessão do Senado paraguaio, que decidiu, por unanimidade, aprovar o impeachment de Peña. A renúncia apresentada por ele, nessa quinta-feira (5/11), foi ignorada pelo Congresso, que optou por dar andamento ao processo de impeachment.

Peña alega que apresentou a renúncia para ajudar a devolver a tranquilidade ao país. O agora ex-presidente também pediu união entre os paraguaios para reconstruir as instituições e recuperar a confiança da população.

“Apresentei minha renúncia para evitar mais danos ao país e contribuir para devolver a tranquilidade ao Paraguai. Não quero que minha presença seja motivo de maior divisão ou instabilidade. Minha responsabilidade é colocar o país acima do meu destino pessoal”, escreveu.

Na mensagem, Peña também afirmou que deixa o cargo com gratidão, mas reconheceu a preocupação da população diante da crise. “Despeço-me com gratidão, sem ignorar a angústia daqueles que hoje esperam respostas”, declarou.

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Crise no Paraguai


Impeachment de Santiago Peña

Peña anunciou a renúncia à Presidência na quinta-feira (5/11), diante do avanço de um pedido de impeachment no Congresso paraguaio. Cerca de uma hora após o anúncio, a Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade a abertura do processo, com 78 votos favoráveis.

Nesta sexta-feira (6/11), o Senado paraguaio aprovou o impeachment do ex-presidente. A votação terminou com 44 votos favoráveis à destituição e uma abstenção. Eram necessários dois terços dos votos dos senadores para aprovar a medida.

Antes da sessão, Peña havia solicitado uma prorrogação de 72 horas para apresentar sua defesa contra as acusações, mas o pedido foi negado.

O ex-presidente não compareceu à sessão. Em seu lugar, enviou dois advogados para representá-lo: Ricardo Preda e Adolfo Ferreiro.