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Mundo

Justiça do Paraguai determina prisão do ex-presidente Santiago Peña

Ministério Público do Paraguai investiga ligações do ex-presidente Santiago Peña com o Ueno Bank

06/11/2026 20:00, atualizado 06/11/2026 20:46
Mehmet Eser/Anadolu via Getty Images
Santiago Peña, presidente do Paraguai

O Ministério Público do Paraguai ordenou a prisão do ex-presidente Santiago Peña, acusado de envolvimento com o escândalo do Ueno Bank. A medida foi cumprida nesta sexta-feira (6/11), após a Polícia Nacional prender o político de 47 anos na capital do país, Assunção.

Mais cedo, o Senado paraguaio decidiu, por unanimidade, pelo impeachment de Peña.

A ordem do MP paraguaio também atinge o ex-presidente do Banco Central do país, Carlos Carvallo Spalding.

Segundo a Justiça, foram encontrados indícios de abuso de confiança e outros crimes praticados por Peña no escândalo bancário que abalou o Paraguai nesta semana.

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O Ministério Público passou a investigar o agora ex-presidente após denúncia apresentada por parlamentares da oposição. Eles acusaram Peña de enriquecimento ilícito, lavagem de dinheiro, corrupção e fraude administrativa. 

Eleito presidente em 2023, o político de 47 anos foi acionista de uma empresa ligada ao Ueno Bank até março de 2025. Depois de o político assumir o governo do Paraguai, a instituição financeira recebeu grandes volumes de depósitos vindos de órgãos públicos na casa dos US$ 850 milhões (cerca de R$ 4,5 bilhões). 

O banco foi dissolvido na última terça-feira (3/11), após o Banco Central do Paraguai (BPC) considerar a instituição insolvente — quando não existem fundos para honrar compromissos financeiros.

Em meio à crise, Santiago Peña chegou a apresentar sua renúncia ao Congresso. O pedido, no entanto, não foi aceito. Com isso, o ex-presidente foi destituído do cargo por meio de um impeachment e perdeu sua imunidade política.