Mortes durante protestos no Irã passam de 6 mil, dizem ativistas
Relatório da Hrana, agência de notícias de ativistas de direitos humanos, contabiliza mais de 6 mil mortos
atualizado
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Após mais um mês de protestos no Irã, ativistas de direitos humanos contabilizam que mais de 6,3 mil pessoas foram mortas durante as manifestações até esta quarta-feira (28/1). Entre os mortos, 113 era jovens menores de 18 anos. Os protestos no país já duram 33 dias.
A maioria das vítimas (5,993), de acordo com os dados, eram civis. Outras 214 vítimas eram forças afiliadas ao governo e 53 não-manifestantes. O levantamento foi divulgado pela HRANA, ONG de defesa dos direitos humanos com sede nos Estados Unidos e que monitora a situação do Irã.
Os números divulgados pela organização são maiores que os divulgados pelo governo iraniano no início da semana, que admitiu mais de 3 mil mortes durante os protestos no país. A organização calcula ainda que mais de 42 mil pessoas tenham sido presas.
Desde o fim de 2025, a administração do aiatolá Ali Khamenei enfrenta um de seus maiores desafios recentes. Devido à situação econômica no país, iranianos ocuparam as ruas de diversas cidades do país, e iniciaram uma onda de atos que acabaram em violência.
Os atos têm sido fortemente reprimidos por autoridades locais, que ainda acusam atores internacionais de estarem por trás dos protestos. Segundo Teerã, os Estados Unidos estariam financiando iranianos dentro do próprio país, com o objetivo de que estes criassem um cenários de caos para desestabilizar o Irã.
