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Morre aos 87 anos espanhola que virou símbolo de protestos após despejo

Maricarmen foi despejada da casa onde viveu por cerca de 70 anos em 23 de setembro. Protestos levaram ao adiantamento das eleições

08/10/2026 04:06
inquilinato/ reprodução
Maricarmen Abascal, símbolos dos protestos por habitação na Espanha

Morreu aos 87 anos, nesta quarta-feira (7/10), a mulher que virou símbolo dos protestos na Espanha devido à crise habitacional. Maricarmen Abascal foi retirada à força em uma maca de seu apartamento após não conseguir pagar o aluguel. O despejo da idosa foi o estopim para milhares saírem às ruas e levou o primeiro-ministro, Pedro Sánchez, a adiantar as eleições. 

A morte de Maricarmen foi confirmada pelo sindicato dos inquilinos de Madri. “Embora um acordo histórico tenha sido alcançado, que lhe permitiria retornar para casa, essa solução chegou tarde demais”, disse a família em um comunicado, segundo o El País. 


Maricarmen foi despejada da casa onde viveu por cerca de 70 anos em 23 de setembro. O apartamento foi comprado há seis anos por uma empresa que vinha tentando, nos últimos anos, retirá-la de lá. Recentemente, eles aumentaram o aluguel em 275%.

O caso de Maricarmen impulsionou protestos em todo o país para exigir moradias mais acessíveis. A crise levou o primeiro-ministro a tentar aprovar um pacote emergencial para impedir despejos e barrar aumentos exorbitantes de aluguéis. Sem apoio no Congresso, contudo, as medidas não foram aprovadas.

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Na segunda-feira (5/10), Pedro Sánchez anunciou o adiantamento das eleições para 29 de novembro. O pleito estava previsto originalmente para 2027.

“Há mais de três anos, os eleitores decidiram optar, mais uma vez, por um governo de coligação progressista. Tivemos de gerir emergências sem precedentes, navegar numa situação internacional muito difícil; tivemos de trabalhar com um Congresso muito confrontador. Tivemos de lutar contra elites muito poderosas que não se candidatam a eleições, mas querem controlar o nosso país. E contra a pior oposição da história, que bloqueia políticas que eram boas para o país e as sabota a partir das comunidades autônomas”, afirmou.