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Mundo

Mercosul: Brasil destinará US$ 100 milhões a fundo contra desigualdade

Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem) foi criado para reduzir as desigualdades entre países do bloco

29/06/2026 17:43, atualizado 29/06/2026 18:15
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Divulgação/Presidência do Paraguai
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Assunção — O ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, anunciou nesta segunda-feira (29/6) que o Brasil se comprometeu a aportar US$ 100 milhões por ano na nova fase do Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem).

O mecanismo foi criado em 2004 com o objetivo de reduzir desigualdades na região e é voltado ao financiamento de projetos nas áreas de infraestrutura, saneamento, habitação, energia, entre outras.

Brasil e Argentina são os maiores contribuintes do fundo. Em discurso durante a reunião do Conselho do Mercado Comum (CMC), em Assunção, nesta segunda-feira (29/6), o ministro cobrou que o país vizinho também turbine a sua contribuição.

“Esse esforço de renovação, contudo, não pode recair sobre um único país. Confiamos em que a Argentina, a outra grande economia do bloco, nos acompanhe nesse processo, com aumento correspondente de sua contribuição. O mesmo espírito de responsabilidade deverá orientar os Estados Partes de menor desenvolvimento relativo, principais beneficiários do mecanismo”, afirmou Vieira.

A primeira etapa do Focem previa um total de contribuições na casa dos US$ 100 milhões anuais. Portanto, o montante anunciado pelo governo brasileiro para o Focem II equivale à soma das contribuições de todos os países na primeira fase da iniciativa.

Durante a fala, Vieira ressaltou a importância do fundo para o desenvolvimento econômico das regiões de fronteira e bem-estar de populações indígenas.

“O Focem significa rodovias, ferrovias, linhas de transmissão elétrica, saneamento básico, moradias, escolas e laboratórios para nossos países, e sobretudo em regiões de menor desenvolvimento relativo e em zonas de fronteira”, disse.