Marco Rubio detalha saída dos EUA de organizações internacionais
Segundo o chefe da diplomacia dos EUA, organizações representam um “multilateralismo ultrapassado” e são “ineficientes”
atualizado
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O chefe da diplomacia dos Estados Unidos, Marco Rubio, detalhou a decisão do presidente Donald Trump de retirar o país de uma série de organizações internacionais nesta semana. Em um comunicado divulgado neste sábado, o secretário de Estado norte-americano afirmou que a medida foi motivada pela falta de eficiência dos organismos, assim como pelo “multilateralismo ultrapassado”.
No texto, Rubio colocou os EUA como ator central na “formação da ordem internacional”, assim como o “maior doador humanitário do mundo”. Por isso, o presidente norte-americano decidiu retirar o país de “organizações internacionais opacas”, que teriam se tornado “plataformas para ativismo politizado” e “instrumentos contrários aos melhores interesses” de Washington.
“O Memorando Presidencial visa instituições que são redundantes no seu âmbito de atuação, mal geridas, desnecessárias, dispendiosas, mal administradas, capturadas pelos interesses de atores que promovem as suas próprias agendas contrárias às nossas, ou que representam uma ameaça à soberania, às liberdades e à prosperidade geral da nossa nação”, afirmou o chefe da diplomacia norte-americana.
Entre as supostas violações das organizações internacionais, Rubio citou o “financiamento de abortos forçados” por parte do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA); o “desperdício de milhões de dólares pela Convenção-Quadro da ONU em investimento alarmistas em energia na Cisjordânia e em Gaza”; e “políticas abertamente racistas em apoio a reparações globais” por parte do Fórum Permanente da ONU sobre Afrodescendentes. Ele, porém, não apresentou provas que baseiem ou sustente tais alegações.
Na terça-feira (7/1), a administração Trump anunciou a retirada dos EUA de 66 organizações internacionais. Entre elas, 31 agências ligadas à ONU, e outros 36 órgãos de cooperação global.
A medida se soma a outras decisões do novo presidente dos EUA, que desde o início de seu segundo mandato à frente da Casa Branca iniciou uma “guerra” contra estruturas multilaterais. Desde então, o país já se retirou da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Acordo de Paris sobre o clima.
No comunicado deste sábado, Rubio alegou que os EUA não estão “virando as costas para o mundo” com as mudanças. Segundo o chefe da diplomacia norte-americana, a administração norte-americana está apenas rejeitando um modelo de multilateralismo “ultrapassado” que prejudica a “soberania nacional” do país.
