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Saúde

China doará US$ 500 milhões à OMS para cobrir rombo dos EUA

Com a saída dos Estados Unidos da OMS, a China prometeu aumentar as suas contribuições voluntárias em 500 milhões de dólares

Bruno Bucis22/05/2025 14:50, atualizado 22/05/2025 14:52
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Getty Images
Genebra, Suíça - 16 de novembro de 2024: Vista externa da sede da Organização Mundial da Saúde (OMS), a agência especializada das Nações Unidas responsável pela saúde pública global

A China anunciou na quarta-feira (21/5) que aumentará as doações que faz regularmente à Organização Mundial da Saúde (OMS). O país asiático passará a doar 500 milhões de dólares adicionais ao longo de cinco anos.

A medida pretende cobrir o rombo deixado com a saída dos Estados Unidos da OMS, que era o principal fundador da agência. Em 2024, o país doou cerca de 950 milhões de dólares. Atualmente, as doações chinesas são de apenas 2,5 milhões de dólares ao ano.

O anúncio foi feito pelo vice-primeiro-ministro chinês do Conselho de Estado, Liu Guozhong, em um discurso na sede da OMS, em Genebra. “O mundo agora está enfrentando os impactos do unilateralismo e da política de poder, trazendo grandes desafios à segurança da saúde global. O multilateralismo é uma solução segura para lidar com as dificuldades”, disse Liu aos delegados.

Ações da OMS foram comprometidas com saída dos EUA

A OMS já revisou para baixo seu orçamento de 2026-2027 em 21%, para US$ 4,2 bilhões, devido às dificuldades financeiras causadas principalmente pela decisão do governo Trump de retirar todo o apoio dado pelos EUA à instituição. Campanhas de imunização e respostas a surtos, particularmente em países de baixa e média renda, sofreram com a retirada do financiamento.

O novo orçamento foi decidiudo pela Assembleia Mundial da Saúde de 2025 na terça-feira (20/5), aumentando as taxas obrigatórias dos países em 20% nos próximos dois anos para manter o financiamento.

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