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Maduro muda tom e prepara Venezuela para “luta armada” contra os EUA

A declaração acontece em meio à escalada de tensões com os EUA, após o governo norte-americano intensificar bombardeios a barcos no Caribe

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Zurimar Campos/Presidência da Venezuela
Imagem colorida de Maduro segurando novo mapa da Venezuela com anexação de Essequibo - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de Maduro segurando novo mapa da Venezuela com anexação de Essequibo - Metrópoles - Foto: Zurimar Campos/Presidência da Venezuela

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, ordenou uma séria de medidas de transição para uma “luta armada”, preparando para o caso dos Estados Unidos atacarem o território venezuelano. Na última terça-feira (4/11), durante a sessão plenária extraordinária do 5º Congresso do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), Maduro reforçou a ideia de preparar o povo venezuelano para um confronto armado.

“Vamos passar da luta não armada à luta armada nacional e continental, se for o caso, se a Venezuela for atacada pelo império norte-americano. Há um conjunto de ideias que foram sistematizadas”, afirmou o ditador venezuelano.

A declaração acontece em meio à escalada de tensões com os EUA, após o governo norte-americano intensificar bombardeios a embarcações no Caribe, próximo à costa da Venezuela e no Oceano Pacífico, sob o pretexto de combater o narcotráfico. O governo norte-americano alega que as mais de 50 pessoas mortas nas operações são “narcoterroristas” que transportavam drogas.

Maduro está mudando de tom sobre a possibilidade real de um conflito. Nas últimas semanas, apesar da presença militar norte-americana, ele vinha pedindo por paz, até com falas em inglês.

A tensão também se intensificou após o presidente Donald Trump autorizar a Agência Central de Inteligência (CIA) dos EUA a realizar “ações letais” na Venezuela com o propósito de derrubar o regime de Maduro. O líder venezuelano condena as ações de “interferência na soberania” e, ainda durante o discurso, disse que a Venezuela deve reagir devido à dignidade e o direito à paz no país.

“O que posso dizer é que o documento que me apresentaram com o conjunto de ideias para passar da luta não armada à luta armada, em função de defender a integridade territorial, a dignidade e o direito à paz e ao futuro da Venezuela, estão aprovados e o Partido Socialista Unido de Venezuela deve proceder à sua aplicação imediata com ordem de operações por cada rua e por cada comunidade”, declarou Maduro.

O governo venezuelano alega que os EUA arquitetam um cenário de “bandeira falsa” para justificar uma agressão militar no país. Maduro tomou medidas para proteger o país ao mobilizar exercícios militares na capital da Venezuela, Caracas e ativar as zonas de defesa integral de Mérida, Trujillo, Estado Lara e Jaracuí, o que significa o posicionamento da mílicia armado para garantir a “segurança nacional e a estabilidade regional”.

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