Macron diz que ataque no Arco do Triunfo foi “terrorista”
Presidente francês classificou o caso como ataque terrorista e elogiou ação das forças de segurança durante cerimônia em Paris
atualizado
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O presidente da França, Emmanuel Macron, reagiu à morte de um homem baleado por policiais no ponto turístico Arco do Triunfo, em Paris. O caso aconteceu nesta sexta-feira (13/2), durante a tradicional cerimônia de reacendimento da chama no Túmulo do Soldado Desconhecido.
Em publicação nas redes sociais, o chefe de Estado classificou o episódio como um “ataque terrorista” contra a Guarda Republicana. Segundo o jornal Le Monde, o homem foi baleado diversas vezes após ameaçar as forças policiais com uma faca.
“Elogio a coragem e a compostura exemplares dos nossos gendarmes e dos nossos soldados Sentinelas: eles puseram fim ao ataque e evitaram o pior”, afirmou Macron. Gendarme é o termo usado na França para designar um policial da Gendarmerie Nationale, força de segurança com status militar.
Um dos militares chegou a ser ferido na mão durante a ação.
Ao final da mensagem, Macron declarou que, “diante do terrorismo islâmico, a chama republicana sempre permanecerá acesa”.
O caso
De acordo com a imprensa francesa, o homem avançou contra os agentes durante a cerimônia, realizada diariamente às 18h30, e foi atingido por disparos. Ele foi socorrido em estado grave, mas não resistiu aos ferimentos.
O suspeito morava em Seine-Saint-Denis, subúrbio ao norte da capital, e já era conhecido das autoridades, tendo sido submetido a medidas de vigilância e controle administrativo.
O gabinete do procurador nacional antiterrorismo abriu investigação para apurar as circunstâncias e motivações do ataque.
O reacendimento da chama no Túmulo do Soldado Desconhecido ocorre todas as noites desde 1923 e tem como objetivo manter viva a memória dos militares franceses e aliados mortos na Primeira Guerra Mundial.
