Brasiliense preso em Paris cumpre pena por homicídio no semi-aberto
Após quase 9h de julgamento, Kelven Moreira foi condenado a 12 anos de reclusão em regime semi-aberto pela morte de Állef Luan, no Gama (DF)
atualizado
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O Tribunal do Júri do Gama condenou nessa terça-feira (3/2) Kelven Moreira da Silva, de 28 anos, pelo assassinato de Állef Luan da Silva. Após quase 9h de julgamento, a pena foi fixada em 12 anos de reclusão em regime inicial semi-aberto e o Ministério Público do DF (MPDFT) já recorreu pedindo uma pena maior.
Os jurados aceitaram as qualificadoras apresentadas pela Promotoria de Justiça: meio cruel, pelo número excessivo de golpes com instrumento semelhante a uma faca e emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima.
Segundo a denúncia do Ministério Público do DF (MPDFT), com o auxílio de outros dois adolescentes, Kelven aplicou golpes de faca que levaram Állef Luan da Silva à morte. O crime aconteceu durante uma festa quando Állef teria se interessado por uma das convidadas e teria se iniciado uma discussão.
O crime aconteceu por volta das 5h30 do dia 16 de junho de 2016, na Vila Roriz, Setor Oeste do Gama.
O jovem chegou a ser julgado por este crime e ser condenado a quatro anos e nove meses de prisão em 2023 e foi liberado para responder em liberdade. Porém, a sentença foi anulada meses depois por erro processual do Júri e o julgamento foi remarcado.
Fuga
Kelven fugiu para Paris, França, depois de cometer o crime contra a vítima Állef, mas foi descoberto por meio de suas postagens nas redes sociais. O nome dele foi inserido na lista de difusão vermelha da Interpol, conhecida como Red Notice. A inclusão na lista ocorre quando existe um mandado de prisão expedido por autoridade brasileira contra o fugitivo.
O homem foi preso em Paris em 2019, no dia 28 de março. Em fevereiro de 2020, a Justiça francesa deu luz verde à extradição do acusado para o Brasil. Kelven recorreu mas acabou sendo extraditado para o Brasil em 6 de janeiro de 2023.
