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Lula sobre acordo Mercosul-UE: "Estamos assegurando novos mercados"

Acordo Mercoul-Unnião Europeia foi concluído nesta sexta-feira (6/12), durante cúpula do bloco da América Latina no Uruguai

Repórter de Mundo06/12/2024 11:27, atualizado 06/12/2024 11:46
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Ricardo Stuckert/PR
Lula e Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, de mãos dadas - Metrópoles

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comemorou os termos do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE), cuja negociação foi concluída nesta sexta-feira (6/12), após mais de 20 anos de tratativas.

“Asseguramos novos mercados para as nossas negociações (…) Temos texto moderno e equilibrado, que reforça nossos compromissos com o Acordo de Paris. A integração fortalece nossa sociedade e promove nossa inserção mais competitiva no mundo”, destacou o presidente brasileiro na cúpula do Uruguai.

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Presidente Lula e Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia
Presidentes Javier Milei, Lacalle Pou, Ursula von der Leyen, Lula e Santiago Peña na cúpula do Mercosul, no Uruguai
Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, na Cúpula do Uruguai
Lula discursa na Cúpula do Uruguai
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Lula discursa na Cúpula do Uruguai

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Presidente Lula e Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia
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Presidente Lula e Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia

Ricardo Stuckert/PR
Presidentes Javier Milei, Lacalle Pou, Ursula von der Leyen, Lula e Santiago Peña na cúpula do Mercosul, no Uruguai
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Presidentes Javier Milei, Lacalle Pou, Ursula von der Leyen, Lula e Santiago Peña na cúpula do Mercosul, no Uruguai

Ricardo Stuckert/PR
Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, na Cúpula do Uruguai
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Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, na Cúpula do Uruguai

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“O acordo de hoje é bem diferente do finalizado de 2019. As condições que herdamos eram inaceitáveis. Conseguimos preservar nossos interesses. Criamos mecanismos para evitar retirada unilateral de concessões da mesa de negociações”, prosseguiu. “Não aceitaremos que tentem difamar a reconhecida qualidade e segurança dos nossos produtos.”

O texto chegou a ser assinado durante a gestão de Jair Bolsonaro (PL), mas com termos pouco vantajosos para o Mercosul. Em seu novo mandato, Lula reuniu apoio de países como Alemanha e Espanha para incluir melhorias no texto para os latino-americanos.

Agora, como explicou o Palácio do Planalto, o acordo “está agora pronto para revisão legal e tradução. Ambos os blocos estão determinados para conduzir tais atividades nos próximos meses, com vistas à futura assinatura do acordo”.

Reação dos europeus

Na Europa, há preocupação de como o agronegócio, importante setor econômico, vai reagir ao anúncio, já que são contrários ao acordo por receio de perder espaço de venda.

Recentemente, o diretor do Carrefour se colocou contra a importação de carne do Mercosul, com um deputado francês chamando a mercadoria de “lixo”.

Mais cedo, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, se antecipou e falou: “Aos produtores agrícolas, ouvimos e somos cientes das suas preocupações, estamos atuando com respeito e esse acordo tem salva guardas robustas, com proteção a alimentos e bebidas”.