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Ursula se diz "ansiosa" para discutir aliança com Mercosul na Europa

Presidente da União Europeia, Úrsula von der Leyen usou sua conta no X para comemrar a aprovação do acordo entre Mercosul e União Europeia

Repórter de Mundo06/12/2024 10:45, atualizado 06/12/2024 10:55
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Reprodução
Imagem colorida da Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia - Metrópoles

Os líderes do Mercosul firmaram, nesta sexta-feira (6/12), o acordo comercial entre o bloco latino-americano e a União Europeia (UE), em cúpula de líderes do Mercosul, no Uruguai, após mais de 20 anos de negociação. A presidente da UE, Úrsula von der Leyen, afirmou que o acordo “marca o início de uma nova história”.

“Concluímos as negociações para o acordo UE-Mercosul. Ele marca o início de uma nova história. Agora, estou ansiosa para discuti-lo com os países da UE. Este acordo funcionará para pessoas e empresas. Mais empregos. Mais escolhas. Prosperidade compartilhada”, escreveu Úrsula em sua conta do X.

A presidente da União Europeia, ainda, destacou que “este acordo é uma vitória para a Europa”.

“(São) 30.000 pequenas empresas europeias (que) já estão exportando para o Mercosul. Muitas outras seguirão. A UE-Mercosul reflete nossos valores e compromisso com a ação climática. E nossos padrões de saúde e alimentação permanecem intocáveis ​”, escreveu Úrsula.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comemorou a conclusão do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia.

“Após mais de duas décadas, concluímos as negociações do acordo entre o Mercosul e a União Europeia”, escreveu no X, com uma foto dos presidentes do bloco latino-americano e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

O presidente do Paraguai, Santiago Peña, também usou o X para celebrar o acordo Mercosul-UE. “Após 25 anos de negociações, celebramos um acordo histórico para a nossa região: o acordo comercial Mercosul-UE. Uma oportunidade única para o Paraguai atrair investimentos, fortalecer sua competitividade e se projetar para o mundo com maior força”, escreveu o líder também presente na cúpula do Uruguai.

Resistência francesa

O maior obstáculo para o estabelecimento do acordo era o setor de agricultura na Europa, em especial na França, que teme perder dinheiro e espaço com a cooperação do Mercosul.

A discussão foi reaquecida após as falas do diretor do Carrefour e de um deputado francês contra a carne do bloco latino-americano, principalmente a brasileira. Mesmo com a resistência francesa, o Palácio do Planalto e o Itamaraty sempre mostraram otimismo para firmar o contrato neste ano.

“Se os franceses não quiserem o acordo, eles não apitam mais nada, quem apita é a Comissão Europeia. E a Ursula von der Leyen [presidente da Comissão Europeia] tem procuração para fazer o acordo, e eu pretendo assinar esse acordo este ano ainda. Tirar isso da minha pauta”, comentou Lula na última semana.