Lula fez dois pedidos a Trump sobre Conselho da Paz. Saiba quais

Presidentes do Brasil e dos Estados Unidos conversaram por cerca de 50 minutos nesta segunda-feira (26/1)

atualizado

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Ricardo Stuckert/PR
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1 de 1 trump lula - Foto: Ricardo Stuckert/PR

Durante ligação telefônica nesta segunda-feira (26/1), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez duas sugestões ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o Conselho da Paz, órgão criado pela Casa Branca para coordenar os esforços de transição política, segurança e reconstrução da Faixa de Gaza.

O petista propôs que a atuação do Conselho fique limitada ao conflito em Gaza e que preveja representação da Palestina. 

Lula e dezenas de líderes internacionais foram convidados a integrar o fórum. Mais de 20 países sinalizaram positivamente à proposta, mas o brasileiro ainda não deu resposta.

Como mostrou o Metrópoles, uma das preocupações do Palácio do Planalto é o alcance da iniciativa, que, de acordo com o projeto de criação, poderia atuar sobre qualquer conflito que venha a se desenvolver.

Um outro aspecto que gera preocupação é o acúmulo de poder nas mãos do republicano. De acordo com a minuta da carta de criação do Conselho, Trump, como presidente do órgão, teria direito a veto e influência direta sobre votações, mandatos e até sobre a permanência de países integrantes.

No momento, a tendência entre membros do governo é por negar a proposta. Lula, porém, ainda não tomou uma decisão sobre o caso.

Na ligação com o republicano, que durou cerca de 50 minutos, o titular do Planalto voltou a defender uma “reforma abrangente” do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) de forma a ampliar a representação de membros permanentes.

Na sexta-feira (23/1), Lula fez críticas públicas ao organismo idealizado por Trump e afirmou que o norte-americano quer “criar uma nova ONU” e “ser dono dela”.

“O multilateralismo está sendo jogado fora pelo unilateralismo, ou seja, está prevalecendo a lei do mais forte. A carta da ONU está sendo rasgada. E, em vez de a gente corrigir a ONU — o que a gente reivindica desde que eu fui presidente em 2003: a reforma [do Conselho de Segurança da ONU], com a entrada de novos países, com a entrada de México, do Brasil, de países africanos —, o que está acontecendo? O presidente Trump está fazendo uma proposta de criar uma ‘nova ONU’, e ele, sozinho, é o dono da ONU“, disse Lula na ocasião.

Venezuela e ida a Washington

Na conversa, os dois presidentes também trataram sobre a situação na Venezuela. Esta é a primeira vez que Lula e Trump se falaram após a captura do ditador Nicolás Maduro durante uma operação dos Estados Unidos.

De acordo com nota do Planalto, o brasileiro defendeu a estabilidade na região. “O presidente brasileiro ressaltou a importância de preservar a paz e a estabilidade da região e de trabalhar pelo bem-estar do povo venezuelano”, informou a Presidência.

O petista também sugeriu fazer uma visita a Washington após ele retornar de viagens à Índia e à Coreia do Sul, previstas para depois do Carnaval. Os dois governos vão decidir a melhor data posteriormente, e a expectativa é de que o encontro ocorra em março.

Tarifaço e combate ao crime organizado

Segundo o governo brasileiro, os dois também trocaram informações sobre indicadores econômicos dos dois países e sobre o avanço no recuo do tarifaço aos produtos brasileiros exportados pelos EUA.

“O presidente Trump afirmou que o crescimento econômico dos Estados Unidos e do Brasil é positivo para a região como um todo. Ambos saudaram o bom relacionamento construído nos últimos meses, que resultou no levantamento de parte significativa das tarifas aplicadas a produtos brasileiros”, destacou a nota.

Ainda de acordo com o Planalto, Lula reiterou uma proposta, encaminhada ao Departamento de Estado em dezembro, para reforçar a cooperação no combate ao crime organizado. O brasileiro manifestou interesse em aprofundar a parceria na repressão à lavagem de dinheiro e ao tráfico de armas, além do congelamento de ativos de grupos criminosos e do intercâmbio de dados sobre transações financeiras. A iniciativa foi bem recebida por Trump.

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