Conselho de Paz: Lula não define prazo para responder a Trump

Conselho de Paz, idealizado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, tem sido rejeitado por países europeus. Lula ainda avalia convite

atualizado

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Ricardo Stuckert/PR
Os presidentes dos EUA e do Brasil, Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva
1 de 1 Os presidentes dos EUA e do Brasil, Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva - Foto: Ricardo Stuckert/PR

O governo brasileiro ainda avalia a proposta de adesão ao Conselho de Paz idealizado pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, para encerrar o conflito envolvendo Israel e Hamas na Faixa de Gaza. A iniciativa foi lançada oficialmente nessa quinta-feira (22/1), durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e dezenas de líderes internacionais foram convidados a integrar o fórum. De acordo com a Casa Branca, mais de 20 países já sinalizaram positivamente à proposta. O entorno do petista, no entanto, não vê pressa para responder ao convite. Autoridades brasileiras adotam uma postura de cautela e ainda avaliam questões jurídicas e políticas envolvidas no processo.

Uma das preocupações no Palácio do Planalto envolve a abrangência do organismo proposto pelo chefe da Casa Branca, que não ficaria restrita apenas à resolução do caso Gaza, mas de qualquer outro conflito que venha a se desenvolver. A proposta de criação do órgão não faz menção ao conflito no Oriente Médio. Ela traz como “missão” do conselho “promover a estabilidade, restaurar a governança confiável e legal e garantir uma paz duradoura em áreas afetadas ou ameaçadas por conflitos“.

Também chama atenção a concentração excessiva de poder na figura do republicano. Segundo o rascunho da carta de criação do conselho, Trump, na condição de presidente do organismo, teria poder de veto, além de controle sobre votações, mandatos e a permanência de países membros. Hoje, a tendência entre membros do governo é por negar a proposta.

A iniciativa já foi rejeitada por países europeus, como França, Noruega, Alemanha e Espanha. Além do Brasil, Reino Unido, China e Itália não responderam ao convite. Há um temor de que o Conselho de Paz entre em confronto com as atribuições da Organização das Nações Unidas (ONU), já fragilizada diante da dificuldade em resolver conflitos recentes.

Nesta semana, o presidente americano chegou a sugerir que o órgão “poderia” substituir as Nações Unidas. “A ONU simplesmente não tem sido muito útil. Sou um grande fã do potencial da ONU, mas ela nunca esteve à altura desse potencial”, disse Trump. “A ONU deveria ter resolvido todas as guerras que eu encerrei. Eu nunca recorri a eles, nunca sequer pensei em recorrer”, completou ele.

Conversas

Lula tem defendido desde o início do mandato uma reforma no Conselho de Segurança na ONU, como forma de ampliar a representatividade e torná-lo mais eficaz. Em conversa com o presidente da China, Xi Jinping, nessa quinta-feira (22/1), o petista defendeu o fortalecimento do organismo internacional.

O titular do Planalto também conversou, nos últimos dias, com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi; o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan; e o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas. As conversas com os líderes mundiais ajudarão o presidente a bater o martelo sobre a entrada ou não no Conselho de Paz.

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