Lula conversa com presidente turco sobre Conselho da Paz de Trump

Lula e Erdoğan foram convidados por Trump para integrar o Conselho da Paz de Gaza. No entanto, os líderes ainda avaliam a proposta dos EUA

atualizado

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Ricardo Stuckert / PR
Erdogan e o presidente Lula
1 de 1 Erdogan e o presidente Lula - Foto: Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou por telefone, nesta quarta-feira (21/1), com o presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdoğan. Os líderes falaram sobre os “esforços mundiais em favor da paz” na Faixa de Gaza e sobre a 31ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP31), que será realizada no país do Oriente Médio em novembro.

Lula e Erdoğan foram convidados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para integrar o Conselho da Paz, idealizado pelo chefe da Casa Branca para coordenar os esforços de transição política, segurança e reconstrução da Faixa de Gaza.

Os dois governos confirmaram o recebimento do convite, mas ainda não deram resposta ao norte-americano.

De acordo com comunicado do Palácio do Planalto, o mandatário turco também parabenizou o brasileiro pelo exercício das presidências do G20 e da COP30 em 2025. A 30ª edição da Conferência ocorreu em Belém (PA). Erdoğan também “manifestou interesse com contar com experiência brasileira para a organização da COP31”.

Os dois presidentes conversaram sobre a necessidade de “ampliar e diversificar o comércio bilateral” — que alcançou mais de 5,5 bilhões de dólares em 2025 — e concordaram em organizar reuniões entre os setores privados dos países.

Segundo a nota do governo brasileiro, o presidente da Turquia destacou a disposição de empresas turcas em investir no Brasil, em especial no setor de infraestrutura.

Conselho de Paz

Como mostrou o Metrópoles, a equipe de Lula tem estudado o documento minuciosamente antes de tomar uma decisão. O Planalto busca entender pontos como:

  • quais são os objetivos centrais do colegiado;
  • qual será a composição do grupo e qual o posicionamento diplomático e político desses países em relação ao conflito na Faixa de Gaza; e
  • quais serão os possíveis impactos orçamentários e obrigações financeiras decorrentes das decisões que venham a ser tomadas no âmbito do conselho.

Nessa terça-feira (20/1), durante uma coletiva de imprensa, Trump afirmou gostar de Lula e disse que o brasileiro terá “grande papel” no conselho. Ainda durante a coletiva, o norte-americano declarou que o recém-formado grupo “poderia” substituir a Organização das Nações Unidas (ONU).

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