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Mundo

Líderes de Israel e do Líbano vão conversar nesta quinta, diz Trump

Ele não deu detalhes sobre onde ou como a conversa aconteceria. Representantes dos dois países se reuniram na terça-feira (14) em Washington

16/04/2026 01:41, atualizado 16/04/2026 02:05
Alex Brandon-Pool/Getty Images
Donald Trump durante pronunciamento na TV

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou no fim dessa quarta-feira (15/4) que Israel e o Líbano vão se reunir para uma negociação de paz nesta quinta-feira (16/4).

Em uma publicação nas redes sociais, Trump disse que a conversa vai acontecer após “muito tempo que os dois líderes não conversam, uns 34 anos”. Ele não disse, no entanto, onde e como a conversa vai acontecer.

“Tentando criar um pouco de espaço entre Israel e Líbano. Faz muito tempo que os dois líderes não conversam, uns 34 anos. Isso vai acontecer amanhã. Ótimo!”, escreveu.

Representantes dos dois países se reuniram na terça-feira (14/4) em Washington para discutir um acordo de paz. A reunião foi a primeira entre altos funcionários das duas nações em mais de 40 anos.

Após o encontro, os países disseram que houve avanço nas negociações e que as conversas continuariam.

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Entenda o conflito entre Israel e o Líbano

Após Israel atacar o Irã em 28 de fevereiro, o Hezbollah, um dos principais aliados do país persa, respondeu com ofensiva a Tel Aviv. A entrada do grupo, que é uma organização paramilitar libanesa, na guerra agravou as tensões na região.

O Hezbollah é considerado um dos maiores inimigos de Israel e também é um dos principais apoiadores do Hamas, que controla a Faixa de Gaza.

Israel tem atacado o sul do Líbano com a justificativa de afastar o grupo paramilitar da fronteira. Com isso, mais de 1 milhão de libaneses foram deslocados de suas casas devido aos combates e ordens de evacuação.

Nas negociações de paz envolvendo Irã e Estados Unidos, o governo do Paquistão, mediador do acordo, chegou a falar que o Líbano também estava incluído na trégua. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, contudo, declarou que o país não estava no acordo e que a guerra continuaria até que o Hezbollah fosse neutralizado.