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Mundo

Leão XIV lança primeira encíclica do seu papado; saiba o que diz

A encíclica, “Magnifica humanitas”, possui 42.300 palavras e alerta os fiéis aos riscos do uso da Inteligência Artificial na atualidade

25/05/2026 10:35
Simone Risoluti - Vatican Media via Vatican Pool/Getty Images
Imagem colorida mostra papa Leão XIV - Metrópoles

O papa Leão XIV apresentou, nesta segunda-feira (25/5), a primeira encíclica, uma carta aberta a “todas as pessoas de boa vontade”.

O documento aborda os riscos da Inteligência Artificial (IA) e faz um alerta aos líderes políticos e empresariais para que priorizem a ética sobre o lucro, regulando a tecnologia para evitar a desumanização e garantir que o progresso sirva à dignidade humana.

Dividida em cinco capítulos, a encíclica parte da premissa de que a tecnologia não é uma “força antagônica em relação à pessoa”, nem “um mal em si mesma”.

No entanto ele reforça que ela “não é neutra, pois assume o rosto daqueles que a concebem, a financiam, a regulam e a utilizam”. Diante disso, o papa apela para que os fiéis construam o bem.

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Ao longo do texto, o pontifíce defende que é preciso “desarmar a IA”, e advertiu os governos que espalham desiformação e priorizam conflitos. Ele também pede restrições éticas rigorosas ao uso de armas com IA, uma vez que elas levam o mundo a uma guerra interminável.

“Quando esse poder se concentra nas mãos de poucos, tende a tornar-se opaco e a escapar à supervisão pública, aumentando o risco de formas distorcidas de desenvolvimento que dão origem a novas dependências, exclusões, manipulações e desigualdades”, afirmou.

Pedido de perdão

O papa Leão XIV ainda faz críticas à “teoria da guerra justa”, que, segundo ele, foi usada diversas vezes para justificar qualquer tipo de conflito e agora está “ultrapassada”.

Para o líder da Igreja Católica, a escravidão moderna no contexto da IA é a submissão da vontade humana à lógica da máquina e do lucro, resultando na perda da autonomia moral e na exploração dos mais vulneráveis para sustentar a infraestrutura digital.

Ao longo da encíclica, o papa também pediu perdão pelo papel direto da Igreja Católica na legitimação da escravidão. Ele dmitiu que a Sé Apostólica, em séculos passados, emitiu documentos que autorizavam soberanos a subjugar e escravizar “infiéis”, chamando essa herança de “uma ferida aberta na memória cristã”.