Leão XIV lança primeira encíclica do seu papado; saiba o que diz

A encíclica, “Magnifica humanitas”, possui 42.300 palavras e alerta os fiéis aos riscos do uso da Inteligência Artificial na atualidade

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

Simone Risoluti – Vatican Media via Vatican Pool/Getty Images
Imagem colorida mostra papa Leão XIV - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida mostra papa Leão XIV - Metrópoles - Foto: Simone Risoluti – Vatican Media via Vatican Pool/Getty Images

O papa Leão XIV apresentou, nesta segunda-feira (25/5), a primeira encíclica, uma carta aberta a “todas as pessoas de boa vontade”.

O documento aborda os riscos da Inteligência Artificial (IA) e faz um alerta aos líderes políticos e empresariais para que priorizem a ética sobre o lucro, regulando a tecnologia para evitar a desumanização e garantir que o progresso sirva à dignidade humana.

Dividida em cinco capítulos, a encíclica parte da premissa de que a tecnologia não é uma “força antagônica em relação à pessoa”, nem “um mal em si mesma”.

No entanto ele reforça que ela “não é neutra, pois assume o rosto daqueles que a concebem, a financiam, a regulam e a utilizam”. Diante disso, o papa apela para que os fiéis construam o bem.

Ao longo do texto, o pontifíce defende que é preciso “desarmar a IA”, e advertiu os governos que espalham desiformação e priorizam conflitos. Ele também pede restrições éticas rigorosas ao uso de armas com IA, uma vez que elas levam o mundo a uma guerra interminável.

“Quando esse poder se concentra nas mãos de poucos, tende a tornar-se opaco e a escapar à supervisão pública, aumentando o risco de formas distorcidas de desenvolvimento que dão origem a novas dependências, exclusões, manipulações e desigualdades”, afirmou.

Pedido de perdão

O papa Leão XIV ainda faz críticas à “teoria da guerra justa”, que, segundo ele, foi usada diversas vezes para justificar qualquer tipo de conflito e agora está “ultrapassada”.

Para o líder da Igreja Católica, a escravidão moderna no contexto da IA é a submissão da vontade humana à lógica da máquina e do lucro, resultando na perda da autonomia moral e na exploração dos mais vulneráveis para sustentar a infraestrutura digital.

Ao longo da encíclica, o papa também pediu perdão pelo papel direto da Igreja Católica na legitimação da escravidão. Ele dmitiu que a Sé Apostólica, em séculos passados, emitiu documentos que autorizavam soberanos a subjugar e escravizar “infiéis”, chamando essa herança de “uma ferida aberta na memória cristã”.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações