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Mundo

Javier Milei quer reivindicar soberania das Ilhas Malvinas

Presidente da Argentina participou nesta terça-feira (2/4) de ato pelos 42 anos da Guerra das Malvinas

02/04/2024 17:38, atualizado 02/04/2024 17:40
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Federico Rotter/NurPhoto via Getty Images
Foto colorida do presidente da Argentina, Javier Milei, durante cerimônia em homenagem aos mortes da Guerra das Malvinas - Metrópoles

O presidente da Argentina, Javier Milei, afirmou que irá trabalhar para reivindicar a soberania das Ilhas Malvinas. O político participou, nesta terça-feira (2/4), de cerimônia dos 42 anos da Guerra das Malvinas.

“Durante meu governo, comprometo-me a ter uma rota de ação clara para que as Malvinas possam retornar às mãos argentinas. Em nome do povo argentino, quero agradecer aos veteranos, aos seus familiares e a todos aqueles que usam uniforme pelo seu serviço”, enfatizou Milei.

O presidente argentino destacou que a melhor forma de homenagear aqueles que morreram na guerra é reivindicar a soberania sobre o território.

Milei chegou à Presidência da Argentina com propostas radicais, e uma delas é a retomada do arquipélago das Malvinas, conhecido como Falklands pelo Reino Unido, ao qual o território oficialmente pertence.

Durante a campanha eleitoral, durante um debate com Sergio Massa, segundo lugar na disputa pela Casa Rosada, Milei ressaltou que tem admiração pela ex-primeira-ministra britânica Margareth Thatcher, mas que pretende reivindicar as Malvinas.

“O que eu proponho? A soberania da Argentina sobre as Ilhas Malvinas não é negociável. As Malvinas são argentinas”, salientou Milei. “Agora temos que ver como vamos recuperá-las. É claro que a opção da guerra não é uma solução. Tivemos uma guerra, que perdemos. Temos que fazer todos os esforços para recuperar as ilhas através dos canais diplomáticos”.

Guerra das Malvinas

A Guerra das Malvinas aconteceu durante a década de 1980, quando a Argentina passava por uma ditadura do general Leopoldo Galtieri. O território vivia uma disputa histórica entre o país latino e o Reino Unido.

Galtieri determinou ofensiva contra as Malvinas em 1982, mas teve uma forte retaliação das forças do Reino Unido, que tinha Margareth Thatcher como primeira-ministra.