Israel intensifica ofensiva e Irã pede desculpas a países vizinhos

Forças de Defesa israelenses iniciaram uma onda de bombardeios de grande escala. Conflito chega ao 8º dia da escalada no Oriente Médio

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Por quanto tempo podem durar os conflitos entre Israel e Irã
1 de 1 Por quanto tempo podem durar os conflitos entre Israel e Irã - Foto: Lara Abreu / Arte Metrópoles

Israel lançou na madrugada deste sábado (7/3) uma série de ataques de grande amplitude contra alvos governamentais em Teerã, no oitavo dia da escalada no Oriente Médio. Nesta manhã, o presidente do Irã, Massoud Pezeshkian, pediu desculpas aos países vizinhos atingidos por mísseis iranianos desde o início do conflito com Estados Unidos e Israel, em 28 de fevereiro.

Segundo o Exército israelense, “as Forças de Defesa de Israel iniciaram uma onda de bombardeios de grande escala” após detectar uma nova salva de mísseis iranianos em direção ao território israelense.

Horas depois, Pezeshkian afirmou em discurso na TV estatal que Teerã só reage quando é atacado e reiterou o pedido de desculpas: “Peço desculpas (…) aos países vizinhos que foram atacados pelo Irã.” Ele acrescentou que o Irã não se renderá aos Estados Unidos nem a Israel.

Os ataques ocorrem enquanto Estados Unidos e Israel mantêm, desde 28 de fevereiro, uma campanha militar conjunta contra o Irã. Na sexta-feira (6/3), Donald Trump declarou que deseja a “capitulação” de Teerã e afirmou que “precisa estar envolvido” na escolha do sucessor do líder supremo Ali Khamenei, morto no fim de semana passado. A Casa Branca reiterou que não haverá negociações “até que o Irã deixe de representar uma ameaça aos EUA e até que os objetivos da operação ‘Fúria Épica’ sejam alcançados”.

Ataques israelenses e resposta iraniana

A aviação israelense declarou ter atingido 400 alvos no oeste do Irã desde o início do dia, incluindo lanceiros de mísseis balísticos e depósitos de drones. Em Teerã, os bombardeios visaram diretamente a infraestrutura governamental. No sul do país, em Chiraz, 20 pessoas morreram e 30 ficaram feridas, segundo autoridades locais.

O Irã continua a responder com novos disparos de mísseis contra Israel. Explosões foram ouvidas em Tel Aviv na manhã deste sábado. Mais de 80 aviões de combate israelenses teriam sido mobilizados apenas hoje para atingir posições iranianas.

Repercussões regionais

A instabilidade se espalha pela região. Nos Emirados Árabes Unidos, nove mísseis balísticos iranianos foram interceptados e destruídos na sexta-feira, segundo o governo. O Iraque contabilizou foguetes e drones que atingiram o aeroporto de Bagdá. O governo do Azerbaijão disse ter desmantelado vários “complôs terroristas iranianos” em seu território. O Catar, por sua vez, afirmou ter sido alvo de dez drones iranianos. 

Israel ampliou as operações militares no Líbano, bombardeando a periferia de Beirute e as cidades de Saida e Tiro. O Exército israelense afirma ter matado 70 combatentes do Hezbollah desde o início das ofensivas, que já deixaram 217 civis mortos no país.

As autoridades libanesas alertam para movimentos massivos de deslocados e temem uma “catástrofe humanitária”. Na noite de sexta-feira, ataques israelenses na região de Baalbek deixaram 16 mortos e 35 feridos, segundo o Ministério da Saúde libanês.

Crise aérea: aeroporto de Dubai suspende operações

O aeroporto internacional de Dubai — o mais movimentado do mundo em tráfego internacional — suspendeu temporariamente todas as operações neste sábado após uma interceptação de projéteis sobre a área. Os Emirados afirmam estar sob ataque vindo do Irã. 

A gestão do aeroporto informou que o fechamento visa proteger passageiros, equipes e companhias aéreas. Mais cedo, o governo havia relatado um “incidente menor” causado por destroços de um objeto interceptado, negando boatos sobre explosões dentro do terminal.

A companhia Emirates também suspendeu todos os voos de e para Dubai “até novo aviso” e pediu que passageiros não se dirijam ao aeroporto.

Leia outras reportagens internacionais em RFI, parceiro do Metrópoles.

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