Irã: “Se o Líbano fosse moeda de troca, teríamos acordo há muito tempo”

Presidente do Líbano acusou Irã de usar o país como moeda de troca nas negociações com os Estados Unidos

atualizado

metropoles.com

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Abbas Araghchi, chanceler iraniano
1 de 1 Abbas Araghchi, chanceler iraniano - Foto: Reprodução/X

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, rebateu críticas feitas ao país pelo presidente do Líbano, Joseph Aoun. Araghchi disse que “se o Líbano fosse moeda de troca, teríamos acordo há muito tempo”. 

O libanês tinha dito que o país era “moeda de troca” para o Irã nas negociações com os Estados Unidos. “Vocês não estão tentando nos ajudar… o povo do Líbano está pagando o preço… em nome de seus próprios interesses”, acrescentando: “nossos interesses… não coincidem com os seus”, disse Aoun em entrevista à CNN Internacional nesta sexta-feira (5/6) se dirigindo ao Irã.

Ele também usou as redes sociais para ressaltar as críticas. “O interesse do Líbano e do seu povo está acima de qualquer outro interesse, pois não é admissível que o Líbano permaneça como arena para as guerras dos outros”, escreveu.

Em resposta, Araghchi  afirmou que parecia que o presidente libanês tinha esquecido que o território do país está ocupado por tropas de Israel.

“Com base nos comentários do Sr. Aoun, alguém pensaria que é o Irã que ocupou 1/5 do Líbano, deslocou 1/4 dos libaneses e bombardeia seu país diariamente. Salve o Líbano do seu verdadeiro inimigo, Sr. Presidente”, disse.

O Líbano entrou na guerra depois que o Hezbollah, que controla parte do território do país, fez ataques retaliatórios a Israel, após o início do conflito contra o Irã.

Na quinta-feira (4/6), o Hezbollah rejeitou um acordo de cessar-fogo feito pelos governos libanês e israelense em negociações mediadas pelos Estados Unidos.

“Tornar o desarmamento da resistência (do Hezbollah) o ponto de partida de qualquer acordo equivale a destruir o poder do Líbano e constitui uma ameaça existencial para o povo resistente ”, afirmou o líder do grupo islâmico xiita, Naim Qassem.

No mesmo dia, Abbas Araghchi prestou apoio à decisão do Hezbollah. “Essa guerra só terminará quando terminar também no ‌Líbano”, disse à emissora de TV libanesa Al Mayadeen.

 

 

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