Associação do Irã cita Epstein em mensagem de Dia da Mulher contra EUA

Mensagem foi emitida pela Associação Internacional Iraniana de Ciências Sociais, organização iraniana semi-independente

atualizado

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Uma associação iraniana publicou uma mensagem sobre o Dia das Mulheres neste 8 de março criticando a autação dos Estados Unidos no conflito do Oriente Médio e citando a relação que a escalada da violência com a violação dos direitos das mulheres.

No texto, a organização faz críticas aos Estados Unidos e cita o caso Epstein em um ataque a Donald Trump. A data é celebrada mundialmente, inclusive no Irã.

No texto formulado pela Associação Internacional Iraniana de Ciências Sociais (ISA, na sigla em inglês), há críticas aos EUA, bem como aos recentes ataques cometidos pelo país contra o Irã.

“Mulheres e meninas iranianas estão celebrando o Dia Internacional da Mulher este ano enquanto sofrem uma invasão militar dos EUA ordenada por Donald Trump — cujo nome aparece nos arquivos de Epstein com mais frequência do que o de qualquer outra pessoa”, diz um trecho do documento (leia na íntegra abaixo).

Formalmente, a ISA é uma organização acadêmica independente, mas que atua dentro do sistema institucional da República Islâmica, o que cria uma relação indireta com o Estado. O órgão, assim como outros dentro do regime, também passa pela supervisão estatal.

Direito das mulheres no Irã

O regime teocrático iraniano, no entanto, é um dos principais violadores dos direitos das mulheres no mundo. No país, mulheres casadas precisam de permissão do marido para viagens ao exterior, por exemplo. Elas também enfrentam punições em caso de “uso indevido do hijab” — véu utilizada por mulheres mulçumanas para cobrir o cabelo.

Em 2022, Mahsa Amini, de 22 anos, morreu após ser detida pela “polícia da moralidade” ao ser flagrada com uma mecha do cabelo à mostra. A jovem teria sido agredida pelos agentes e ficou em coma após as agressões. Ela morreu três dias depois.

Apesar das acusações contra o país, o comunicado reforça a ligação de Trump com Epstein. “Logo no primeiro dia do ataque, esse principal suspeito no escândalo Epstein bombardeou uma escola feminina em Minab, matando 168 estudantes inocentes”, diz outro trecho.

“Países cujos líderes estão implicados nos casos de Jeffrey Epstein, referentes ao abuso sexual de menores, e que foram responsáveis ​​pela morte de mais de 35.000 mulheres e crianças em Gaza nos últimos dois anos, atacaram o Irã sob o pretexto de combater o terrorismo. Essas são as mesmas nações com um longo histórico de exploração, engano e abuso de mulheres de diversas formas, e ainda assim, repetidamente e falsamente, se apresentam como defensoras dos direitos das mulheres”, continua a mensagem.

Jeffrey Epstein era um financista e empresário norte-americano que foi acusado e condenado por exploração e tráfico sexual de menores. Seu caso ganhou grande repercussão internacional pela sua aproximação com figuras públicas como o ex-príncipe Andrew, Bill Clinton e Donald Trump  — que já apareceram em registros de contatos ou foram citados em investigações e reportagens sobre o caso.

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Mulheres utilizando o hijab no Irã

O que diz a mensagem da Associação

Hoje, 8 de março, celebra-se o Dia Internacional da Mulher — um dia em que sociedades de todo o mundo homenageiam a condição da mulher. No entanto, a celebração deste ano coincide com o desenrolar de um crime de guerra em uma região do globo. Embora enraizado em motivações coloniais no Oriente Médio, esse crime acarreta implicações claras e profundas para as mulheres.

Países cujos líderes estão implicados nos casos de Jeffrey Epstein, referentes ao abuso sexual de menores, e que foram responsáveis ​​pela morte de mais de 35.000 mulheres e crianças em Gaza nos últimos dois anos, atacaram o Irã sob o pretexto de combater o terrorismo. Essas são as mesmas nações com um longo histórico de exploração, engano e abuso de mulheres de diversas formas, e ainda assim, repetidamente e falsamente, se apresentam como defensoras dos direitos das mulheres.

Mulheres e meninas iranianas estão celebrando o Dia Internacional da Mulher este ano enquanto sofrem uma invasão militar dos EUA ordenada por Donald Trump — cujo nome aparece nos arquivos de Epstein com mais frequência do que o de qualquer outra pessoa. Ele assassinou o aiatolá Khamenei, um líder que dedicou milhares de horas a honrar mulheres e meninas. Logo no primeiro dia do ataque, esse principal suspeito no escândalo Epstein bombardeou uma escola feminina em Minab, matando 168 estudantes inocentes.

Contudo, impulsionadas por sua própria coragem e apoiadas pelas forças armadas de seu país, mulheres e meninas iranianas saem às ruas todas as noites. Firmes e determinadas, exigem vingança pelo sangue de seu líder mártir e das meninas inocentes da escola Minab. Pedimos a todos os leitores desta carta — especialmente às mulheres ao redor do mundo que defendem os direitos das mulheres e a dignidade humana — que se unam às mulheres e meninas muçulmanas iranianas em sua luta contra esses inimigos criminosos: os Estados Unidos e o regime sionista.

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