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Mundo

Irã executa homem acusado de espionagem e sabotagem

Homem foi acusado e condenado de atuar em conjunto com autoridades dos Estados Unidos e Israel em ações contra Teerã

23/08/2026 10:00
Arte Metrópoles
Bandeira Irã e EUA - Metrópoles

O Irã executou, neste domingo (23/8), um homem identificado como Majid Adineh, acusado de espionagem e sabotagem em conluio com os Estados Unidos e Israel durante a onda de protestos que ocorria em Teerã em janeiro deste ano. Adineh estava preso desde o dia 8 daquele mês, quando foi encontrado com material militar.

De acordo com informações da agência de notícias iraniana Tasnim, o homem foi encontrado com uma pistola, três carregadores de munição, 30 cartuchos de munição, duas armas de choque elétrico, dois cartuchos de gás lacrimogêneo, uma serra elétrica a bateria e uma garrafa de gasolina.

Na avaliação das autoridades iranianas, o homem estaria sendo instruído para incitar as manifestações contra Teerã. No início deste ano, o Irã enfrentou uma onda de protestos convocadas por cidadãos do país que cobravam por melhores condições de vida ao regime do aiatolá Ali Khamenei. A repressão do regime contra as manifestações matou mais de seis mil pessoas no país.

“O acusado, que é um elemento do golpe americano-sionista e está ligado a grupos terroristas residentes em um país vizinho, havia recebido treinamento de partidos da oposição e não portava um telefone celular durante sua participação nos distúrbios e no momento de sua prisão”, informou a agência iraniana sobre Majid Adineh.

Após a prisão, Adineh foi acusado de cinco crimes:

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  • realização de trabalho de campo em benefício de grupos hostis, da entidade sionista e dos Estados Unidos;
  • incitação à violência por meio de incêndio criminoso;
  • reunião e conspiração para cometer crimes contra a segurança interna;
  • prática de propaganda contra a República Islâmica do Irã; e
  • posse ilegal de armas de fogo, munições e equipamentos proibidos.

De acordo com a agência, ele foi julgado pelo Tribunal Revolucionário de Karaj e negou que tenha agido sob orientação de autoridades de outro país e qualquer intenção de usar a arma apreendida.

As investigações concluíram que ele participou das manifestações ciente dos apelos feitos pelos Estados Unidos, por Israel e outras redes de oposição com o objetivo de derrubar o regime. Após o julgamento, ele foi condenado à morte e teve todos os seus bens confiscados. A execução foi realizada na manhã deste domingo.