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Mundo

Irã ameaça ofensiva de "destruição total", se EUA mantiver ataques

Conselheiro militar do líder supremo do Irã ameaçou aumentar ataques, caso os Estados Unidos continuem com bombardeios nos próximos dias

17/07/2026 18:33
Majid Saeedi/Getty Images
Soldados fazem a guarda durante os funerais de membros da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) e outras figuras militares na Praça Enghelab, em 11 de março de 2026, em Teerã, Irã

Caso os Estados Unidos continuem a realizar ataques nos próximos dias, o Irã prometeu entrar em uma fase de “ofensiva e destruição total”. A ameaça foi divulgada pelo general Mohsen Rezai, conselheiro militar do líder supremo iraniano, aiatolá Mojtaba Khamenei, nesta sexta-feira (17/7).

Segundo o militar, que chefiou o Corpo dos Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC) por anos, a fase de “guerra e negociação” acabou.

“Se os ataques dos Estados Unidos continuarem nos próximos dois ou três dias, as Forças Armadas da República Islâmica do Irã ultrapassarão a fase de dissuasão e retaliação e entrarão em uma fase de ofensiva e destruição total”, disse Rezai durante entrevista à televisão estatal iraniana.

Washington e Teerã firmaram um acordo inicial em junho, quando ambas as partes assinaram um memorando de entendimento com 14 pontos. O documento, que previa um novo cessar-fogo no conflito, a reabertura do Estreito de Ormuz e o levantamento de sanções norte-americanas contra o Irã, era uma base para um possível pacto de paz definitivo. 

Atualmente, as negociações entre Irã e EUA estão paradas, após forças norte-americanas retomarem os ataques contra o território iraniano no início do mês. A ofensiva, que rompeu um cessar-fogo em vigor entre os dois países, ocorreu após acusações de ataques iranianos contra embarcações no Estreito de Ormuz.

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Desde então, o Comando Central dos EUA (Centcom) tem realizado bombardeios diários contra diversos pontos no Irã. O IRGC, ao lado de forças iranianas, responde as ações com ataques a instalações norte-americanas em países vizinhos, como Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Catar.