EUA anuncia nova onda de ataques contra alvos militares do Irã
Centcom afirma que ofensiva teve como alvo estruturas militares iranianas próximas ao Estreito de Ormuz, em meio à escalada do conflito

O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) informou que lançou, na tarde desta quarta-feira (15/7), uma segunda onda de ataques contra alvos militares do Irã. Segundo os militares norte-americanos, a ofensiva teve como objetivo instalações utilizadas para ameaçar embarcações que cruzam o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o comércio mundial de petróleo.
Em comunicado, o Centcom afirmou que as operações começaram às 15h (horário da Costa Leste dos EUA) e tiveram como alvo capacidades militares iranianas ligadas à segurança da hidrovia.
“As forças dos EUA lançaram operações para uma segunda onda de ataques hoje contra o Irã. Os ataques estão visando capacidades militares iranianas usadas para ameaçar embarcações que transitam livremente pelo Estreito de Ormuz”, informou o comando militar.
At 3 p.m. ET, U.S. forces launched operations for a second wave of strikes today against Iran. The strikes are targeting Iranian military capabilities used to threaten vessels freely transiting through the Strait of Hormuz, an international waterway vital to global commerce. The…
— U.S. Central Command (@CENTCOM) July 15, 2026
Mais cedo, o Centcom já havia anunciado outro bombardeio contra a Ilha de Tunb Maior (Greater Tunb), localizada em posição estratégica próxima ao Estreito de Ormuz. De acordo com os Estados Unidos, a operação, que durou cerca de uma hora e meia, atingiu sistemas de defesa costeira e locais de armazenamento e lançamento de mísseis de cruzeiro.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesSegundo o comando americano, a ofensiva reduziu a capacidade do Irã de realizar ataques contra embarcações comerciais que navegam pela região. A ilha abriga bases navais e militares iranianas e é considerada um ponto estratégico para o monitoramento do tráfego marítimo.
Escalada após o fim do cessar-fogo
A nova ofensiva ocorre em meio à retomada dos confrontos entre Estados Unidos e Irã. Na semana passada, Washington voltou a realizar bombardeios contra alvos iranianos após declarar encerrado o cessar-fogo que estava em vigor desde 17 de junho.
Desde então, o Irã intensificou ataques contra bases militares americanas instaladas em países do Golfo, como Kuwait, Bahrein, Catar e Jordânia.
A escalada também reacendeu a disputa pelo controle do Estreito de Ormuz. Os Estados Unidos afirmam que pretendem garantir a livre navegação na região e retomaram operações navais contra embarcações ligadas ao Irã.
Inicialmente, o presidente Donald Trump anunciou a intenção de cobrar uma taxa de 20% sobre cargas transportadas por navios que cruzassem a hidrovia sob supervisão americana. Posteriormente, o republicano recuou da proposta e afirmou que ela seria substituída por compromissos de investimentos de países do Golfo nos Estados Unidos.
O governo iraniano, por sua vez, sustenta que mantém o controle sobre o Estreito de Ormuz e promete responder militarmente a qualquer ação das forças americanas na região. O chanceler Abbas Araghchi chegou a ironizar a proposta de Trump e afirmou que o Irã é quem poderia cobrar um pedágio pela travessia da rota marítima. Autoridades iranianas também têm declarado que a navegação no estreito não voltará ao cenário anterior ao início do conflito.



