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Mundo

EUA ataca ilha estratégica do Irã próxima ao Estreito de Ormuz

Comando Central do Exército americano afirma que a onda de ataques nesta manhã durou uma hora e meia

15/07/2026 09:35
Reprodução/Agência Mehrs
Ilha Greater Tunb (Tunb Maior)

O Centro de Comando do Exército dos Estados Unidos (Centcom) informou que realizou uma nova onda de ataques contra o Irã na manhã desta quarta-feira (15/7).

Segundo comunicado, o Exército americano bombardeou sistemas de defesa costeira e locais de armazenamento e lançamento de mísseis de cruzeiro na Ilha de Tunb Maior (Greater Tunb), em estratégica localização próxima ao Estreito de Ormuz. A onda de ataques durou uma hora e 30 minutos.

“Os ataques degradaram ainda mais a capacidade do Irã de atacar a navegação comercial no Estreito de Ormuz”, diz o Comando Central americano.

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Imagem aérea do Estreito de Ormuz
Seta aponta para a Ilha Tunb Maior, estratégica para operações militares do Irã no Estreito de Ormuz
Estreito de Ormuz, principal rota de comércio de petróleo do Oriente Médio
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Estreito de Ormuz, principal rota de comércio de petróleo do Oriente Médio

Lara Abreu/ Arte Metrópoles
Imagem aérea do Estreito de Ormuz
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Imagem aérea do Estreito de Ormuz

Gallo Images/Orbital Horizon/Copernicus Sentinel Data 2025
Seta aponta para a Ilha Tunb Maior, estratégica para operações militares do Irã no Estreito de Ormuz
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Seta aponta para a Ilha Tunb Maior, estratégica para operações militares do Irã no Estreito de Ormuz

Google Maps

A Ilha de Tunb Maior é utilizada como local para bases navais e militares do Irã e para monitoramento da navegação na região.

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Fim da trégua e disputa por Ormuz

Desde a semana passada, os Estados Unidos voltaram a bombardear o Irã, após declarar o cessar-fogo entre os países encerrado, que vinha desde 17 de junho.

Em retaliação, o Irã tem alvejado bases militares americanas em países do Golfo, como Kuwait, Bahrein, Catar e Jordânia.

O fim da trégua também reacendeu a disputa pelo Estreito de Ormuz, importante via marítima para o comércio de petróleo do Oriente Médio. O governo dos EUA afirma que irá tomar o controle da hidrovia e retomou o bloqueio naval contra navios ligados ao Irã.

Inicialmente, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que iria impor uma taxa de 20% sobre a carga de navios que passassem pelo canal sob supervisão dos EUA. Um dia depois, recuou desta intenção afirmando que a substituiu por promessas de investimentos de países do Golfo aos Estados Unidos. 

Já o Irã afirma que mantém o controle do Estreito de Ormuz e responderá militarmente a qualquer ação do Exército americano. O chanceler iraniano Abbas Araghchi ironizou Trump e insinuou que o Irã é que pretende cobrar um pedágio para a travessia pela rota. Autoridades iraianas, após o início da guerra, afirmaram diversas vezes que a navegação na via não voltará a ser como antes.