EUA rompe trégua e anuncia "série de ataques poderosos" contra o Irã
De acordo com militares dos EUA, ataques contra o Irã são uma resposta a ações dos iranianos contra navios no Estreito de Ormuz

O Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) anunciou uma “série de ataques poderosos” contra o Irã, após acusar forças iranianas de atacarem navios no Estreito de Ormuz. A ofensiva, que representa um rompimento na trégua entre os dois países, foi executada nesta terça-feira (7/7).
“Os ataques dos EUA são uma resposta aos ataques iranianos contra três embarcações comerciais que transitavam pelo Estreito de Ormuz. A agressão demonstrada pelo Irã foi injustificada, perigosa e uma clara violação do cessar-fogo”, disseram militares norte-americanos sobre a ação.
O Irã é acusado de atacar três embarcações que transitavam pelo Estreito de Ormuz nos últimos dias. Acusações estas que são negadas por Teerã, que as classificaram como “perplexas”.
De acordo com a mídia estatal iraniana, explosões foram ouvidas na ilha de Qeshm além das cidades Bandar Abbas e Sikir, ambos regiões portuárias do país persa.
Mais cedo, Washington revogou a licença para a venda de petróleo do Irã que o governo Donald Trump emitiu como parte dos esforços de paz.
No último mês, EUA e Irã assinaram um memorando de entendimento com 17 pontos, com pontos preliminares de um possível acordo mais abrangente entre os dois países.
Inicialmente ficou acordado a extensão de um cessar-fogo que já havia sido firmado em abril, e a reabertura do Estreito de Ormuz, bloqueado por forças iranianas desde o início do conflito.
Desde então, equipes de negociadores tentam negociar a implementação integral do acordo.
O ataque dos EUA contra o Irã acontece enquanto milhares de iranianos acompanham o funeral do ex-líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei, morto em fevereiro no início do conflito.
Após os norte-americanos romperem o cessar-fogo, o vice-ministro das Relações Exteriores para Assuntos Internacionais do Irã, Kazem Gharibabadi, disse que o país “tomará medida decisivas para proteger seus interesses e segurança nacional”.


