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Mundo

EUA e Irã concordam em suspender ataques em Ormuz, diz jornal

Segundo uma autoridade dos EUA, que falou em condição de anonimato, estão previstas discussões técnicas sobre o memorando de entendimento

28/06/2026 22:55
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Reprodução/Fars
Estreito de Ormuz

Os EUA e o Irã concordaram em interromper os ataques no Estreito de Ormuz e permitir a livre circulação de embarcações, segundo uma autoridade americana, que falou sob condição de anonimato para o jornal The New York Times. O Irã ainda não confirmou o acordo.

Segundo o jornal norte-americano, uma autoridade do governo Donald Trump afirmou que tanto os Estados Unidos quanto o Irã concordaram em interromper ataques e permitir a livre circulação de embarcações pelo Estreito de Ormuz. De acordo com a autoridade, estão previstas discussões técnicas sobre o memorando de entendimento, mas não há informações sobre quando ou onde essas conversas ocorreriam.

Os EUA e o Irã concordaram em se reunir em Doha, no Catar, na terça-feira (30/6), para novas discussões, segundo outra autoridade americana.

Os ataques na última semana colocaram em risco o cessar-fogo entre os dois países — inicialmente firmado em 7 de abril, e reforçado por um acordo com 14 pontos, em 17 de junho.

Tensão entre países

Os Estados Unidos realizaram novos ataques contra alvos do Irã, na noite sábado (27/6), nos arredores do Estreito de Ormuz. De acordo com comunicado do Comando Central dos EUA (Centcom, na sigla em inglês), a operação militar cumpriu ordens do presidente Donald Trump e é uma “resposta direta à contínua agressão iraniana”.

“Aviões militares dos EUA alvejaram a infraestrutura de vigilância militar iraniana, sistemas de comunicação, instalações de defesa aérea, depósitos de drones e capacidades de lançamento de minas”, diz o comunicado dos militares dos EUA.

Segundo o Exército dos EUA, o Irã fez um ataque com drones contra uma embarcação na quinta-feira (25/6), o que teria quebrado o cessar-fogo entre os dois países.

Horas depois, a Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) respondeu a ofensiva de Donald Trump nas proximidades do Estreito de Ormuz e confirmou ter atacado estruturas militares norte-americanas no Kuwait e no Bahrein.