Irã afirma que não lançou nenhum míssil durante cessar-fogo com os EUA
Declaração do Irã ocorre após relatos de um suposto ataque com drones a uma instalação da Guarda Nacional do Kuwait
atualizado
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O Irã afirmou, na noite desta quinta-feira (9/4), que não realizou ataques durante o período de cessar-fogo na guerra contra os Estados Unidos e Israel. Em comunicado divulgado pela agência estatal, a Guarda Revolucionária Islâmica declarou que as forças armadas do país “não lançaram nenhum míssil contra nenhum país durante o período de cessar-fogo até o momento”.
A manifestação ocorre após relatos de um suposto ataque com drones a uma instalação da Guarda Nacional do Kuwait. No comunicado, o Irã também afirmou que qualquer ação militar conduzida pelo país seria informada oficialmente.
A nota diz, ainda, caso as informações divulgadas pela imprensa sejam verdadeiras, o episódio pode ter sido provocado por outros atores. “Se essas reportagens publicadas pela mídia forem verdadeiras, trata-se, sem dúvida, de obra do inimigo sionista ou dos Estados Unidos”, afirmou.
Cessar-fogo frágil
Na terça-feira (7/4), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a suspensão de bombardeios e ataques contra o Irã por um período de duas semanas, após conversas com autoridades do Paquistão.
De acordo com o republicano, Washington recebeu uma proposta de 10 pontos do Irã, considerada uma “base viável” para um acordo mais amplo.
“Recebemos uma proposta de 10 pontos do Irã e acreditamos que ela constitui uma base viável para a negociação”, escreveu o presidente dos EUA. Dentre essas propostas, segundo a mídia estatal iraniana, estava o fim das ações militares contra grupos aliados do Irã no Líbano.
No entanto, menos de 24 horas após o anúncio, o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, declarou que o cessar-fogo com os EUA foi rompido após ataques registrados dentro do território iraniano.
Segundo a autoridade, duas ilhas do país no Golfo Pérsico – Ilha de Lavan e Ilha de Siri – foram bombardeadas ao longo dessa quarta-feira (8/4). Além disso, os ataques de Israel contra o Líbano também foram entendidos como uma violação da trégua.
“Os termos do cessar-fogo entre Irã e EUA são claros e explícitos: os EUA devem escolher entre cessar-fogo ou guerra contínua por meio de Israel. Não podem ter ambos. O mundo assiste aos massacres no Líbano. A decisão está nas mãos dos EUA, e o mundo observa se eles cumprirão seus compromissos”, declarou o chanceler iraniano.
Ainda nessa quarta, o Ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou que o país vai manter os ataques ao Líbano com o objetivo de destruir o Hezbollah. O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta quinta que continuará atacando o grupo “com força”.
