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Inglaterra deve proibir redes sociais a menores de 16 nesta segunda

O primeiro-ministro deve fazer o anúncio após uma ampla consulta pública, apesar da pressão das big techs e do governo dos EUA

Repórter de Mundo14/06/2026 21:19
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Reprodução/ Getty Images
O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Sir Keir Starmer - Metrópoles

É esperado para esta segunda-feira (15/6) o anúncio do primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, proibindo que menores de 16 anos acessem aplicativos de redes sociais considerados de “alto risco”, enquanto plataformas mais seguras estarão sujeitas a restrições. A afirmação foi feita pela secretária da Cultura, Lisa Nandy, à britânica Sky News, neste domingo (14/6).

Não é uma “solução mágica”, mas terá um “papel significativo” na proteção das crianças, disse Lisa.

Segundo o The Guardian, menores de 18 anos também serão proibidos de usar chatbots de IA com conteúdo romântico ou sexual, assim como conversar com estranhos em aplicativos de jogos eletrônicos. 

Fontes do jornal afirmaram, porém, que o governo enfrenta “ameaça de revisão judicial” devido a decisão de proibir algumas plataformas e não outras. Mas a definição de quais delas serão censuradas será feita pelos ministros posteriormente.

Entre as restrições aos aplicativos de redes sociais considerados “seguros” estão a proibição de menores receberem ou escreverem mensagens que desaparecem, conversar com estranhos adultos e fazer transmissões ao vivo. Adolescentes “mais velhos”, até aos 18 anos, também deverão ser impedidos de “navegar na internet” tarde da noite.

“Não será uma mudança gradual, não serão medidas paliativas. O primeiro-ministro ouviu os pais e entende que eles sentem que estão tentando fazer a coisa certa, mas estão sozinhos contra gigantes da tecnologia. Ele compreende que a tecnologia pode trazer muitos benefícios para as crianças, mas, ao mesmo tempo, é preciso haver ações robustas para mantê-las seguras”, disse a fonte.
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O uso do celular próprio é recomendado a partir da pré-adolescência ou adolescência
Adolescente segurando celular
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Uma consulta pública sobre como manter crianças seguras online foi encerrada a menos de um mês no país. O governo recebeu mais de 116 mil respostas e o resultado foi que nove em cada dez pais são a favor da proibição para menores de 16. 

Mesmo após o fim da consulta, os Estados Unidos enviaram recentemente, em 5 de junho, pela embaixada norte-americana na Inglaterra, uma contribuição no sentido de restringir a proibição.

Foram feitas afirmações como:

  • “A comprovação de idade é especialmente complexa para a faixa etária de 13 a 16 anos”;
  • “Damos preferência a requisitos bem definidos em vez de proibições amplas nas redes sociais”; e
  • “A maior parte do conteúdo deve permanecer acessível por padrão, incluindo discursos políticos. Acreditamos que uma internet aberta é essencial para a preservação da liberdade de expressão”.

Mas, as mudanças em território britânico parecem mesmo caminhar ao encontro do que definiu a Austrália, em dezembro de 2025, ao se tornar o primeiro país do mundo a implementar uma proibição nacional de redes sociais para crianças menores de 16 anos. Lá, entre outras proibições, esse público não pode acessar 10 plataformas principais, são elas: TikTok, YouTube, Instagram, Reddit, Facebook, X, Threads, Snapchat, Twitch e Kick.