Copa do Mundo 2026

Presidente da Fifa sobre veto dos EUA a árbitro somali: “Lamentável”

Presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirma que entidade não controla decisões migratórias após exclusão de Omar Artan do Mundial

atualizado

metropoles.com

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O presidente norte-americano Donald Trump ouve o presidente da FIFA, Gianni Infantino, durante um anúncio sobre a Copa do Mundo no Salão Oval da Casa Branca, em 22 de agosto de 2025, em Washington, D.C. Trump anunciou que o sorteio da Copa do Mundo da FIFA de 2026 acontecerá no Kennedy Center.
1 de 1 O presidente norte-americano Donald Trump ouve o presidente da FIFA, Gianni Infantino, durante um anúncio sobre a Copa do Mundo no Salão Oval da Casa Branca, em 22 de agosto de 2025, em Washington, D.C. Trump anunciou que o sorteio da Copa do Mundo da FIFA de 2026 acontecerá no Kennedy Center. - Foto: Chip Somodevilla / Equipe

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, lamentou nesta quarta-feira (10/6) a exclusão do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan da Copa do Mundo de 2026 após ele ser impedido de entrar nos Estados Unidos pelo governo do presidente Donald Trump.

Diretamente do Estádio Azteca, na Cidade do México, às vésperas do início do torneio, Infantino afirmou que a entidade esportiva não tem poder para interferir em decisões migratórias adotadas pelos países-sede.

“É lamentável o que aconteceu com Omar. Mas, novamente, não controlamos tudo. Estamos trabalhando nos bastidores, tentando entender a situação, mas há coisas que podemos saber, outras que não podemos saber”, declarou.
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Omar Artan
Trump e Infantino
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, oficializou a nova parceria entre a entidade máxima do futebol e o Conselho da Paz
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O presidente da Fifa, Gianni Infantino, oficializou a nova parceria entre a entidade máxima do futebol e o Conselho da Paz

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Omar Artan
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O dirigente também rebateu críticas sobre uma suposta perda de controle da Fifa sobre a organização do Mundial, disputado conjuntamente por Estados Unidos, México e Canadá.

“Estamos sempre tentando encontrar soluções, mas precisamos reconhecer que não somos os donos do mundo, que podem mandar em governos e forças policiais. Somos uma organização esportiva”, afirmou.


Primeiro árbitro somali em uma Copa

  • Aos 34 anos, Artan faria história como o primeiro árbitro da Somália a atuar em uma Copa do Mundo.
  • Integrante do quadro da Fifa desde 2018, ele foi eleito o melhor árbitro masculino da África em 2025 pela Confederação Africana de Futebol.
  • O somali estava entre os 52 árbitros selecionados para trabalhar no torneio deste ano.
  • No entanto, ao desembarcar em Miami, teve a entrada negada pelas autoridades americanas, apesar de possuir visto válido para ingressar no país.
  • Segundo relatos divulgados pela imprensa internacional, Artan passou por cerca de 11 horas de interrogatório antes de ser impedido de entrar em território norte-americano.
  • O governo dos EUA não detalhou os motivos da decisão.
  • A situação chamou atenção porque o árbitro viajaria para participar de um evento esportivo internacional, categoria que figura entre as exceções previstas nas restrições migratórias impostas por Washington.

Política migratória de Trump

A Somália está entre os países sujeitos a restrições e suspensões de vistos determinadas pelo governo Trump. As autoridades norte-americanas justificam as medidas citando preocupações com segurança, instabilidade política e limitações no controle territorial do país africano.

Diante da negativa, a Fifa anunciou nesta semana a retirada de Artan do quadro de arbitragem da Copa do Mundo.

“A Fifa foi informada pelas autoridades de que a situação do senhor Artan não será alterada neste momento”, informou a entidade em nota.

Repercussão

O caso provocou repercussão internacional e críticas de dirigentes ligados ao futebol africano. Artan foi recebido como herói ao retornar à Somália, nesta quarta-feira.

Aliados do árbitro afirmaram que a decisão prejudica não apenas sua trajetória profissional, mas também os esforços para ampliar a representatividade de países africanos em grandes competições internacionais.

Apesar do episódio, Infantino destacou que a Fifa tem conseguido negociar soluções com governos em situações complexas.

A abertura do Mundial está marcada para esta quinta-feira (11/6), com partidas distribuídas entre os três países anfitriões.

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