Presidente da Fifa sobre veto dos EUA a árbitro somali: “Lamentável”
Presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirma que entidade não controla decisões migratórias após exclusão de Omar Artan do Mundial
atualizado
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O presidente da Fifa, Gianni Infantino, lamentou nesta quarta-feira (10/6) a exclusão do árbitro somali Omar Abdulkadir Artan da Copa do Mundo de 2026 após ele ser impedido de entrar nos Estados Unidos pelo governo do presidente Donald Trump.
Diretamente do Estádio Azteca, na Cidade do México, às vésperas do início do torneio, Infantino afirmou que a entidade esportiva não tem poder para interferir em decisões migratórias adotadas pelos países-sede.
“É lamentável o que aconteceu com Omar. Mas, novamente, não controlamos tudo. Estamos trabalhando nos bastidores, tentando entender a situação, mas há coisas que podemos saber, outras que não podemos saber”, declarou.
O dirigente também rebateu críticas sobre uma suposta perda de controle da Fifa sobre a organização do Mundial, disputado conjuntamente por Estados Unidos, México e Canadá.
Primeiro árbitro somali em uma Copa
- Aos 34 anos, Artan faria história como o primeiro árbitro da Somália a atuar em uma Copa do Mundo.
- Integrante do quadro da Fifa desde 2018, ele foi eleito o melhor árbitro masculino da África em 2025 pela Confederação Africana de Futebol.
- O somali estava entre os 52 árbitros selecionados para trabalhar no torneio deste ano.
- No entanto, ao desembarcar em Miami, teve a entrada negada pelas autoridades americanas, apesar de possuir visto válido para ingressar no país.
- Segundo relatos divulgados pela imprensa internacional, Artan passou por cerca de 11 horas de interrogatório antes de ser impedido de entrar em território norte-americano.
- O governo dos EUA não detalhou os motivos da decisão.
- A situação chamou atenção porque o árbitro viajaria para participar de um evento esportivo internacional, categoria que figura entre as exceções previstas nas restrições migratórias impostas por Washington.
Política migratória de Trump
A Somália está entre os países sujeitos a restrições e suspensões de vistos determinadas pelo governo Trump. As autoridades norte-americanas justificam as medidas citando preocupações com segurança, instabilidade política e limitações no controle territorial do país africano.
Diante da negativa, a Fifa anunciou nesta semana a retirada de Artan do quadro de arbitragem da Copa do Mundo.
“A Fifa foi informada pelas autoridades de que a situação do senhor Artan não será alterada neste momento”, informou a entidade em nota.
Repercussão
O caso provocou repercussão internacional e críticas de dirigentes ligados ao futebol africano. Artan foi recebido como herói ao retornar à Somália, nesta quarta-feira.
Apesar do episódio, Infantino destacou que a Fifa tem conseguido negociar soluções com governos em situações complexas.
A abertura do Mundial está marcada para esta quinta-feira (11/6), com partidas distribuídas entre os três países anfitriões.






