Departamento de Segurança dos EUA anuncia vigilância reforçada na Copa
Às vésperas da Copa, governo Trump promete monitoramento reforçado de visitantes em meio a críticas sobre barreiras migratórias
atualizado
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Às vésperas da Copa do Mundo de 2026, o governo dos Estados Unidos intensificou os preparativos de segurança para o torneio e afirmou que ampliará o compartilhamento de inteligência para monitorar possíveis ameaças durante a competição.
A declaração foi feita pelo senador e secretário interino do Departamento de Segurança Interna (DHS), Markwayne Mullin, nesta terça-feira (9/6), ao destacar o papel do Escritório de Inteligência e Análise (I&A), órgão responsável por coordenar informações entre autoridades locais, federais e parceiros internacionais.
“O Escritório de Inteligência e Análise trabalhará com parceiros locais, internacionais e federais para garantir a segurança da Copa do Mundo da Fifa”, afirmou Mullin.
Segundo ele, o órgão terá papel central na identificação de possíveis atividades criminosas durante o torneio, que deve atrair entre cinco e sete milhões de visitantes aos Estados Unidos.
“Muita gente vem para cá para a Copa do Mundo. E nem todos são apenas torcedores. A I&A está lá todos os dias, garantindo que as informações sejam compartilhadas e que as pessoas certas consigam rastrear os criminosos”, declarou.
As declarações reforçam uma estratégia mais ampla de segurança anunciada nos últimos dias pelo diretor do FBI, Kash Patel.
Segundo o chefe da agência, equipes especializadas, incluindo a unidade de elite de Resgate de Reféns, agentes da SWAT, especialistas em explosivos, analistas comportamentais e operadores de sistemas antidrone, estão sendo mobilizadas para atuar durante o Mundial.
A Copa de 2026 será disputada em Estados Unidos, México e Canadá e terá dimensão inédita. Pela primeira vez, o torneio contará com 48 seleções e 104 partidas distribuídas ao longo de 39 dias.
Segurança e imigração geram críticas
- O endurecimento das medidas de segurança ocorre paralelamente ao aumento das críticas à política migratória do governo Donald Trump.
- Nas últimas semanas, atletas, dirigentes esportivos e profissionais ligados ao torneio relataram dificuldades para entrar nos Estados Unidos.
- Integrantes da delegação iraniana tiveram pedidos de visto negados, incluindo o presidente da federação nacional, Mehdi Taj.
- Outro episódio que chamou atenção envolveu o árbitro somali Omar Artan, selecionado para atuar na Copa do Mundo.
- Omar Artan teve a entrada negada pelas autoridades americanas após mais de 11 horas de interrogatório em um aeroporto dos Estados Unidos.
- Jogadores das seleções de Senegal e Uzbequistão também foram submetidos a revistas e inspeções reforçadas durante deslocamentos pelo país.
Temor de violações de direitos
As medidas adotadas pela administração Trump 2.0 têm despertado preocupação entre organizações da sociedade civil.
Em abril, mais de 120 entidades norte-americanas divulgaram um documento alertando torcedores, jornalistas e integrantes de delegações estrangeiras sobre possíveis riscos relacionados à política migratória dos Estados Unidos durante a Copa.
Enquanto isso, o governo norte-americano sustenta que as fiscalizações são necessárias para garantir a segurança do torneio e afirma que as decisões migratórias são tomadas individualmente, com base em critérios de segurança nacional.






