França: eleições têm recorde de abstenção e avanço de partidos extremistas

Os institutos de pesquisa estimam que a participação ficou entre 56% e 58,5% — a mais baixa desde 1958, a exceção de 2020, ano de Covid-19

atualizado

metropoles.com

Compartilhar notícia

REUTERS – Yara Nardi
Foto colorida de eleição na frança em 7 de julho de 2024 - Metrópoles
1 de 1 Foto colorida de eleição na frança em 7 de julho de 2024 - Metrópoles - Foto: REUTERS – Yara Nardi

As eleições municipais de domingo na França, marcadas por forte abstenção e pelo avanço expressivo dos partidos situados nos extremos do espectro político, dominam a análise da imprensa francesa nesta segunda‑feira (16/3).

Os institutos de pesquisa estimam que a participação ficou entre 56% e 58,5% – a mais baixa desde 1958, com exceção de 2020, quando o comparecimento foi afetado pela pandemia da Covid‑19.

Segundo o jornal econômico Les Echos, a queda na participação estabelece um recorde negativo sob a Quinta República.

A abstenção ultrapassou 40%, cerca de dez pontos acima do índice de 2020 (45%), historicamente baixo devido às restrições sanitárias – e continua muito aquém dos 63,55% registrados em 2014.

O partido de extrema direita Reunião Nacional (RN), de Marine Le Pen , como Perpignan, no sul do país. Em importantes centros urbanos como Nice e Toulon, candidatos apoiados pelo RN avançaram ao segundo turno com votações expressivas.

Na outra ponta política, Les Echos ressalta o avanço da França Insubmissa (LFI), que obteve resultados significativos em cidades como Roubaix, Lille e Toulouse.

O jornal enfatiza, ainda, a vitória no primeiro turno em Saint‑Denis — segunda maior cidade da região metropolitana de Paris – onde Bally Bagayoko, representando uma aliança entre LFI, Partido Comunista e Partido Socialista, conquistou quase 51% dos votos.

O editorial do Le Parisien avalia que o cenário revela uma radicalização crescente e a “confirmação de uma França que oscila entre os extremos, uma dança da qual os partidos tradicionais e históricos, os chamados ‘partidos de governo’, parecem excluídos”.

Para o jornal, a baixíssima participação, em uma eleição que normalmente mobiliza o eleitorado francês, é um alerta negativo tanto para o segundo turno no próximo domingo (22) quanto para a eleição presidencial do próximo ano.

Alianças, fusões e desistências: segunda-feira sob tensão
Le Parisien também lista as principais lições do primeiro turno: uma abstenção em níveis inéditos, o crescimento dos partidos extremistas nas grandes cidades, tanto à direita quanto à esquerda, e a ampliação das incertezas em Paris.

Na capital francesa, o quadro é de forte polarização. Cinco candidatos avançaram para o segundo turno, e os analistas ainda não confirmam a possibilidade de alianças ou desistências.

Segundo Le Monde, Emmanuel Grégoire, candidato da coligação de esquerda, liderou o primeiro turno com quase 38% dos votos, seguido por Rachida Dati (25,46%), dos Republicanos (LR) e do MoDem. Em terceiro lugar, a candidata da LFI, Sophia Chikirou, obteve 11,72%, à frente de Pierre‑Yves Bournazel (11,34%) e Sarah Knafo (10,40%).

Até o momento, destaca o jornal, apenas Rachida Dati propôs uma fusão a seu concorrente Pierre‑Yves Bournazel, representante da união de centro direita entre Horizons e Renascimento. As listas para o segundo turno deverão ser registradas até a noite de terça‑feira (17).

Leia mais em RFI, parceira do Metrópoles.

Quais assuntos você deseja receber?

Ícone de sino para notificações

Parece que seu browser não está permitindo notificações. Siga os passos a baixo para habilitá-las:

1.

Ícone de ajustes do navegador

Mais opções no Google Chrome

2.

Ícone de configurações

Configurações

3.

Configurações do site

4.

Ícone de sino para notificações

Notificações

5.

Ícone de alternância ligado para notificações

Os sites podem pedir para enviar notificações

metropoles.comNotícias Gerais

Você quer ficar por dentro das notícias mais importantes e receber notificações em tempo real?