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Nos EUA, Flávio Bolsonaro cita caso Master sem mencionar Dark Horse

Senador participa de audiência nos EUA que debate a imposição de tarifas adicionais de 25% a produtos brasileiros

07/07/2026 13:57
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Luis Nova/Metrópoles @LuisGustavoNova
O pré-candidato a presidente pelo PL, Flávio Bolsonaro, em evento da Confederação Nacional da Indústria

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) citou investigações sobre corrupção e fraudes durante discurso nesta terça-feira (7/7) na audiência no Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), em Washington. A sessão debate a imposição de tarifas adicionais de 25% a produtos brasileiros.

O parlamentar citou a investigação da fraude financeira do Banco Master, mas sem mencionar que pediu dinheiro ao dono da instituição, Daniel Vorcaro, para financiar o filme biográfico “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O caso já havia sido mencionado por Flávio em ofício enviado ao USTR. No documento, o senador relaciona a fraude ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirma que “a investigação revelou uma rede de proximidade entre o controlador do banco e a cúpula do governo”.

No tema da corrupção, Flávio pontuou as investigações contra Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha“, filho do presidente Lula, no caso dos descontos ilegais do Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS)O pré-candidato ao Planalto também citou o mensalão e disse que os anos do governo do pai “foram quatro anos sem problemas de corrupção.

“Pix não é um problema”

Flávio também afirmou na audiência que o Pix “não é um problema a ser corrigido”, e que o sistema também beneficia diretamente empresas americanas, alegando que o volume de transações processadas por cartões de pagamento com bandeiras dos EUA continuou crescendo paralelamente ao Pix.

Eduardo e Flávio Bolsonaro durante audiência do USTR sobre tarifaço nos EUA
Eduardo e Flávio Bolsonaro durante audiência do USTR sobre tarifaço nos EUA

“Essas empresas [americanas de cartão] prestam serviços que se complementam, e não competem com o sistema brasileiro de pagamentos instantâneos”, disse Flávio.

Tarifas “no pior momento possível”

Segundo o presidenciável, este momento seria o “pior possível” para impor tarifas ao Brasil, pois beneficiaria o governo Lula. O argumento foi utilizado pelo senador também no documento enviado na semana passada ao USTR.

“Impor agora uma tarifa que seria difícil de reverter — premiando aqueles que são responsáveis pelas ações em questão e punindo aqueles que suportaram suas consequências — seria o pior momento possível para agir”, disse Flávio, em um apelo aos membros da Comissão.

Alegações dos EUA

O USTR emitiu um relatório no mês passado propondo a sobretaxa de 25% a produtos brasileiros por considerar que Banco Central do Brasil (BC) age de forma “desleal” com empresas norte-americanas, devido ao Pix.

O escritório americano alega que o BC “age duplamente” por ser o regulador e operador do sistema de pagamentos, e afirma que o tratamento do Brasil é “injusto e discriminatório”, por supostamente dar preferência ao Pix em detrimento de empresas dos EUA.

“É injusto exigir que os concorrentes ofereçam vantagens ao Pix, como disponibilidade, visibilidade e limites de taxas, e o Brasil discrimina os fornecedores de serviços de pagamento eletrônico dos EUA ao conceder essas vantagens apenas à empresa líder nacional brasileira”, diz trecho do documento.

Pedido de dinheiro para Dark Horse

O caso, revelado pelo Intercept Brasil, envolve o suposto pagamento de R$ 61 milhões em patrocínio, mencionado em conversas que se estenderam entre 2024 e até um dia antes de Vorcaro ser preso pela primeira vez no âmbito da Operação Compliance Zero, em novembro de 2025.

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Conversa entre Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro (22 de outubro de 2025)
Conversa entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro (22 de outubro de 2025)
Conversa entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro (22 de outubro de 2025)
Conversa entre Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro (4 e 7 de novembro de 2025)
Conversa entre Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro (15 e 16 de novembro de 2025)
Conversa entre Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro (24 de setembro e 1º de outubro)
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Conversa entre Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro (24 de setembro e 1º de outubro)

Arte/Metrópoles
Conversa entre Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro (22 de outubro de 2025)
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Conversa entre Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro (22 de outubro de 2025)

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Conversa entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro (22 de outubro de 2025)

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Conversa entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro (22 de outubro de 2025)

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Conversa entre Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro (4 e 7 de novembro de 2025)
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Conversa entre Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro (4 e 7 de novembro de 2025)

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Conversa entre Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro (15 e 16 de novembro de 2025)
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Conversa entre Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro (15 e 16 de novembro de 2025)

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Segundo o Intercept, pelo menos R$ 61 milhões foram pagos entre fevereiro e maio de 2025, em seis operações. O valor total negociado chegaria a R$ 134 milhões, mas não há evidências, segundo o site, de que todo o dinheiro tenha sido repassado.

Parte do dinheiro foi transferida pela Entre Investimentos e Participações, que atuava em parceria com empresas de Vorcaro, para o fundo Havengate Development Fund LP, sediado no Texas, nos Estados Unidos, e controlado por aliados do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), de acordo com a reportagem.

Em áudio divulgado pelo Intercept, que seria de 8 de setembro de 2025, Flávio disse a Vorcaro que havia preocupação com atraso nos pagamentos da produção.

“Eu fico sem graça de ficar te cobrando; está em um momento muito decisivo aqui do filme. E tem muita parcela para trás, e está todo mundo tenso, e eu fico preocupado aqui com o efeito contrário do que a gente sonhou para o filme, né?”, declarou o senador.